MMX fecha trimestre com aumento de exportação de minério de ferro
02/05/2013
A MMX registrou aumento de 120% nas exportações de minério de ferro, passando de 442 mil toneladas para 970 mil toneladas. Apesar disso a empresa fechou o período com resultado financeiro líquido negativo em R$ 44,5 milhões.A mina Serra Azul, parte do Sistema SudesteNo primeiro trimestre de 2013, a MMX, mineradora do Grupo EBX, registrou aumento de cerca de 120% nas exportações, passando de 442 mil toneladas no quarto trimestre do ano passado para 970 mil toneladas no primeiro trimestre de 2013. Este número foi viabilizado pelo incremento dos embarques da MMX pelo Terminal da Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS). No período de janeiro a março deste ano a produção somou 1,5 milhão de toneladas e as vendas 1,4 milhão de toneladas.A Receita Operacional Líquida da companhia chegou a R$ 237 milhões e Ebitda ajustado de R$ 3,1 milhões, ambos superiores ao reportado no último trimestre de 2012. Pode-se atribuir a melhora deste desempenho principalmente ao aumento das exportações da companhia, associado à elevação do preço médio do minério de ferro no mercado internacional.No primeiro trimestre do ano, a produção de minério de ferro da MMX foi de 1,5 milhão de toneladas. Esse volume representa uma queda de 7% na comparação com o quarto trimestre de 2012 e de 1% em relação ao primeiro trimestre de 2012.No período, as vendas da companhia somaram 1,4 milhão de toneladas de minério de ferro, uma retração de 28% e 2% em relação ao quarto trimestre e ao primeiro trimestre do ano passado, respectivamente. Entretanto, as exportações tiveram participação expressiva no total de vendas, aumentando seu percentual de 23% nos três últimos meses de 2012 para 71% neste trimestre.As despesas gerais e administrativas consolidadas da MMX no trimestre foram de R$ 34,4 milhões, valor 38% e 10% abaixo, respectivamente, do quarto e no primeiro trimestres de 2012. Os números foram impactados pela não recorrência dos efeitos da desistência do projeto da MMX no Chile.No período de janeiro a março deste ano, a MMX registrou Ebitda ajustado de R$ 3,1 milhões. No primeiro trimestre a companhia reportou resultado financeiro líquido negativo em R$ 44,5 milhões. O valor foi causado pela alta despesa financeira, causada por um menor impacto negativo do passivo de longo prazo representado pelo valor presente da expectativa do fluxo de pagamento de royalties aos detentores dos títulos de remuneração variável, que chegou a R$ 98,7.O que amenizou a dívida foi R$ 15,8 milhões de receita financeira e os R$ 38,4 milhões de variação cambial positiva, devido à valorização do Real sobre os passivos atrelados ao Dólar.O prejuízo líquido para o primeiro trimestre foi de R$ 55,2 milhões contra um valor de R$ 348,7 milhões divulgado no trimestre anterior e um lucro de R$ 49,3 milhões nos primeiros meses do ano passado. O ainda no período de janeiro a março de 2012, não contava com o impacto negativo do ajuste a valor presente dos royalties.A produção do Sistema Sudeste foi de 1,3 milhão de toneladas no período, desempenho 17% menor que o verificado no último trimestre do ano passado, mas 7% maior que o verificado no primeiro trimestre de 2012.As vendas do Sistema Sudeste somaram 1,2 milhão de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre deste ano, um recuo de 30% em comparação ao trimestre anterior e aumento de 4% frente ao mesmo período do ano passado.As exportações aumentaram com os embarques realizados no Terminal da Companhia Portuária Baía de Sepetiba (CPBS) em Itaguaí, resultado da participação da MMX no leilão que garantiu uma janela para exportação de 750 mil toneladas de minério de ferro no primeiro semestre deste ano. A MMX também tem contratada uma janela de 1 milhão de toneladas de minério de ferro por ano no terminal da Companhia Siderurgica Nacional (CSN), localizado na mesma região.A participação das exportações no total das vendas neste sistema elevou-se de 18% no último período do ano passado para 69% neste trimestre.As vendas para o mercado interno, representado principalmente por produtores de ferro-gusa, siderúrgicas e grandes mineradoras que compram minério de ferro para realizar o blend de seus produtos destinados à exportação, foi responsável por 31% das vendas do Sistema Sudeste.O menor volume vendido, em comparação com trimestres anteriores, ocorreu devido ao redirecionamento de parte da produção para o mercado externo, além da menor retirada de minério de ferro por parte de clientes locais que enfrentaram problemas operacionais.O Sistema Sudeste apresentou Ebitda Ajustado de R$ 36,7 milhões, cerca de 3% inferior em relação ao quarto trimestre de 2012, porém 26% acima do indicado no primeiro período do ano passado. Apesar de apresentar um menor volume de vendas em relação ao quarto trimestre, o aumento do preço médio de venda praticado pela companhia resultou na elevação de sua Receita Operacional Líquida.Isso aconteceu por causa alteração no mix de vendas, já que as vendas para mercado externo foram superiores às vendas para o mercado interno (69% x 31%) e pelo aumento do preço médio do minério de ferro neste período. Contudo, o Ebitda do Sistema Sudeste foi impactado negativamente pelo aumento das despesas comerciais.
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