Minério e construção pressionam IGP-DI em maio, explica FGV
10/06/2010
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O Índice Geral de Preços medido pela disponibilidade interna (IGP-DI) teve elevação forte no mês de maio, mas considerada pontual pelo coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. A alta de 1,57% no mês foi sustentada basicamente pelo reajuste de preços do minério de ferro e da mão de obra na construção civil.
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Por se tratarem de dois reajustes de preços pontuais, o economista não acredita que essa mesma pressão venha a se repetir nos próximos meses. “As razões para esta evolução não representam uma pressão inflacionária. O minério foi o auge da inflação, mas não creio que teremos uma nova elevação como esta”, disse o economista.
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Como os reajustes do minério, até então, eram concentrados em uma única data no ano, a variação que havia sido negativa em 1,56% no mês de abril subiu e chegou à alta de 75,19% no mês seguinte.
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Com a valorização tão forte do minério, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou o avanço de 0,68% em abril para 2,06% no mês passado.
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De acordo com Quadros, o minério representa 90% da inflação do atacado, sendo responsável por 1,99 pontos percentuais da elevação de 2,06%. Com isso, foi responsável por mais de 70% da alta do IGP-DI no mês.
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O minério também pressionou o índice devido à atualização da ponderação de cada item sobre o IPA. Com isso, o minério de ferro, cujo peso era de 1,2%, passou para 2,53%. “A alta do minério coincidiu com a mudança da ponderação. Nada disso vai se repetir nos próximos meses”, disse Quadros.
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Outra alta pontual no mês de maio, que ajudou a pressionar o índice geral de preços foi o reajuste de preços da mão de obra em São Paulo, que já era esperado. Com isso, o índice nacional de custo da construção (INCC) subiu 1,81% no mês, a maior valorização desde junho de 2008, quando subiu 1,92%.
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A média do país para a mão de obra registrou elevação de 3,13% no mês, o que leva o índice acumulado para 6,27%. “Nos próximos resultados, referentes a junho, a inflação da construção deve desacelerar”, disse o economista.
O Globo