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Mineradoras temem novo apagão

Notícias Gerais

25/09/2007


O custo alto da energia elétrica e a dificuldade de assegurar o abastecimento, num cenário de escassez, podem levar a mineradora canadense Kinross a rever a expansão da Mina Morro do Ouro, em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O projeto é um dos maiores investimentos do setor no estado, de US$ 470 milhões. José Roberto Freire, presidente da empresa no Brasil, informou na segunda-feira, em Belo Horizonte, que, além de não ter garantia do fornecimento de energia para a ampliação das operações na reserva a partir de 2008, a Kinross considera muito elevados os preços negociados nos últimos leilões no chamado mercado livre de energia, em que os grandes consumidores escolhem os seus fornecedores, de acordo com os preços e os serviços prestados. “Temos prazo até novembro para fechar os novos contratos a preços razoáveis, do contrário o projeto pode ficar inviável e a empresa terá de reduzir as operações ao mínimo”, afirmou Roberto Freire, ao participar do 12º Congresso Brasileiro de Mineração, que está sendo realizado no centro de convenções Expominas. Outros dois executivos de grandes mineradoras afirmaram temer um apagão de energia, como um dos principais entraves aos projetos da indústria mineral no Brasil. Segundo Jonas Belther, diretor de extração da Votorantim Metais, energia é um limitador principalmente para os investimentos em metais como níquel e alumínio, que necessitam de grandes quantidades do insumo no seu processamento industrial. “Eu tenho medo de apagão sim. Se não começarmos a investir rápido em novas usinas, teremos apertos próximos”, afirmou.

Estado de Minas


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