Mineradoras preocupadas com novo presidente da Guiné
01/02/2011
Alpha Condé, o novo presidente da Guiné, mal assumiu o governo do país e já provoca polêmica junto ao setor da mineração, valendo-se de um expediente amplamente difundido na África e na América Latina: renegociação de licenças exploratórias já concedidas. Segundo declarações de Condé ao ?Wall Street Journal?, os investidores estrangeiros, não importa o tamanho, ?terão de seguir as regras ou deixar a Guiné.
O país tem enorme jazidas de ferro, como o projeto Simandou, que fora concedido à Rio Tinto em 2006. Dois anos, sob o argumento de que a mineradora não cumpriu as metas de produção do minério, o governo cassou a licença, enquanto a Rio culpava a burocracia estatal pelo atraso. A Guiné dividiu o projeto em quatro blocos e dois deles foram arrematados pela própria Rio Tinto, enquanto a suíça BSG levou os outros dois para explorá-los junto com a Vale.
Situações de ?renegociação contratual? ocorrem em relação ao petróleo em Gana e Uganda, e a diamantes na Libéria e no Congo. Com a mudança no poder, Vale e Rio Tinto passaram a sondar o novo presidente, que cobrou desta última os planos para desenvolver sua parte da jazida ? e o prazo dado se expira nesta sexta-feira. A Rio Tinto afirma que apresentou os documentos pedidos pelas autoridades da Guiné, mas que a “ausência de uma escritura oficial” é que tem impedido o trabalho ? e, assim, continua ameaçada de perder novamente os direitos sobre sua parte de Simandou.
Geologo.com.br