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Mineração pretende investir US$ 41 bilhões no Pará

Notícias Gerais

16/03/2012


A indústria mineral em atividade no Pará trabalha com previsão de investimentos, até 2016, em torno de US$ 41 bilhões, incluídos aí, entre outros valores, os relativos à lavra, transformação e infraestrutura. Ao dar ontem a informação, pouco antes de participar da cerimônia de lançamento do Anuário Mineral do Pará, o presidente do sindicato das indústrias do setor, José Fernando Gomes Júnior, destacou que a cadeia da mineração mantém hoje, em caráter permanente no Estado, cerca de 232 mil empregos, diretos e indiretos.
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Até 2016, conforme frisou, deverão ser criados mais 113 mil novos postos de trabalho, elevando para um número próximo de 350 mil o quantitativo de empregados na cadeia da mineração.
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Os números citados pelo presidente do Simineral impressionaram os convidados presentes à cerimônia, realizada no início da noite no Espaço São José Liberto. Ele disse, por exemplo, que em 2011, o Estado do Pará exportou, em valores, 18,3 bilhões de dólares. Desse montante, acrescentou, o setor mineral respondeu, sozinho, por nada menos que US$ 16,9 bilhões, ou 92% do total.
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PROJETO S11D
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O presidente do Simineral chamou a atenção para o porte de empreendimentos que serão implantados no Pará ou que já se encontram em fase de implantação. O maior de todos, conforme frisou, é o projeto S11D, que a Vale vai operar em Canaã dos Carajás. De acordo com José Fernando, esse projeto vai mobilizar investimentos acima de 8 bilhões de dólares.
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O S11D vai exigir da Vale a expansão da Estrada de Ferro Carajás e a construção de um ramal ferroviário, ligando o complexo industrial instalado em Canaã até a pera ferroviária de Parauapebas. A mineradora está construindo também, no porto de São Luís do Maranhão, mais um píer exclusivo do projeto.
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O gigantismo do S11D está expresso nos números. Segundo informação de José Fernando Gomes Júnior, a mina deverá começar a produzir em 2014, um volume colossal de 100 milhões de toneladas/ano. Para que se tenha ideia do que isso representa, o Projeto Ferro Carajás, implantado pioneiramente em Parauapebas e em produção desde 1985, levou 25 anos para alcançar esse patamar. ?O projeto S11D já nasce com um tamanho que Carajás só conseguiu alcançar depois de um quarto de século?, acrescentou.
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Lançado o Anuário Mineral do Pará
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O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) lançou, na noite de ontem, o Anuário Mineral do Pará, que expõe números da produção, exportação, investimentos, geração de empregos e benefícios para o povo paraense, além de matérias e entrevistas com autoridades e renomados profissionais.
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?Esta publicação é uma forma de inserir no DNA do paraense as questões minerais, para nos tornarmos uma potência do minério para o Brasil e para o mundo?. Foi com estas palavras que José Fernando Gomes explicou o motivo pelo qual foi idealizado este projeto. Segundo ele, o mote principal da publicação é possibilitar informação a serviço do desenvolvimento sustentável da mineração. ?Mais que um produto editorial, será uma ferramenta, uma vitrine, onde o cidadão terá acesso ao que acontece no universo do minério no Pará?, disse.
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No exemplar, constam matérias sobre novas tecnologias, mineração sustentável e meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, mão de obra qualificada e o destaque para o avanço das mulheres na indústria mineral. Além de reportagens, a publicação traz entrevistas com personalidades do Estado. O sindicato deve lançar o anuário também nas principais regiões mineradoras.
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Para o presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Rinaldo Mancin, a publicação consolida e dissemina informações atuais e reais sobre a indústria mineral. ?Aqui o setor só cresce, por isso é preciso transformar estas informações e levá-las a público. Agora, com este material em mãos, será possível apresentar ao povo o que temos realizado para o desenvolvimento desta região?, destacou.

Diário do Pará


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