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Mineração já sofre com a falta de máquinas para o setor

Notícias Gerais

27/07/2010


A execução de novos planos de investimentos e, principalmente, a retomada de projetos que haviam sido engavetados pelo setor de mineração, impulsionam os negócios das empresas fornecedoras de máquinas e equipamentos.
O ritmo de produção minerária acelerado, e as encomendas do setor em níveis superiores ao do período pré-crise, revelaram a incapacidade de suprimento dos fabricantes de máquinas e equipamentos do país. Faltam no mercado diversos tipos de equipamentos, o que demonstra necessidade de ampliação da capacidade instalada do setor.
Minas Gerais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), responde por cerca de 70% da produção de minério de ferro no Brasil. A previsão é atingir este ano 412,6 milhões de toneladas do insumo. As exportações de minério de ferro por Minas Gerais cresceram 35,2% no primeiro semestre frente igual período do ano passado.
Nos seis primeiros meses de 2010, foram vendidas ao exterior 73,491 milhões de toneladas da commodity, alta próxima de 9 milhões de toneladas ante as 4,454 milhões de toneladas registradas de janeiro a junho de 2009.
A Lafaete Locações de Equipamentos, que oferta caçambas, contêineres, minicarregadeiras, caminhões e outros produtos, possui em carteira contratos para um horizonte de até 10 anos e, em valores e quantidades, superiores aos do período pré-crise. ?A retomada dos investimentos nos surpreendeu pelo ritmo que ocorreu. Não existe mais no mercado escavadeiras e motoniveladoras disponíveis?, afirmou o gerente-geral da empresa Renato Vieira de Lima Silva. Cada contrato fechado possui, em média, um valor de R$ 4 milhões, segundo ele.
De acordo com gerente-geral, o faturamento bruto da empresa neste ano deverá dar um salto de 15% sobre o montante de 2008, quando o segmento de mineração registrava crescimento recorde. Lima Silva projeta receitas da ordem de R$ 60 milhões, que também vão superar os R$ 50 milhões do ano passado.
Para o gerente-geral da Lafaete, o aquecimento do setor se deve ao ambiente favorável da economia brasileira, que tem seu crescimento fundamentado no desempenho da mineração e construção civil, os dois principais focos de atuação da empresa. Com atuação em todo território nacional, a Lafaete possui unidade em Belo Horizonte, na Avenida Barão Homem de Melo, no Bairro Jardim América.
A Esco Soldering, fabricante de caçambas e pontas para escavadeiras, caldeirarias especiais, chapas revestidas de alta dureza e outros, com planta fabril em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), opera hoje nos mesmos níveis de produção do período pré-crise (até setembro de 2008), quando o setor extrativo-mineral registrava taxas de crescimento recordes. Sobre 2009, o avanço das receitas deverá bater a casa dos dois dígitos.
Apesar de manter contratos com as indústrias cimenteira, siderúrgica e sucroenergética, são as encomendas para mineração que permitirão que o objetivo seja alcançado. ?Vamos crescer próximo de 10% sobre o ano passado, principalmente porque as empresas mineradoras estão com um nível de atividade alto, o que reflete nos nossos serviços?, disse o diretor-geral Brasil, da Esco Soldering, José Rogério de Paula e Silva.
Segundo o diretor-geral, a carteira de contratos está preenchida com encomendas para este ano e início de 2011, sendo verificado também ingresso de novos contratos de longo prazo, com um horizonte de maturação entre dois e três anos.
Conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de caminhões pesados somou, no primeiro semestre deste ano, 29,361 mil unidades contra 13,389 mil unidades em igual período do ano passado, um crescimento de 119,3%.
A entidade ainda apurou que as vendas internas de retroescavadeiras avançou 50,1% na comparação de janeiro a junho deste ano frente ao mesmo intervalo de 2009, passando de 1,618 mil máquinas para 2,428 mil. Os fabricantes nacionais tiveram suas vendas incrementadas em 62,5%, enquanto a importação registrou retração de 92,3%.
Os investimentos em mineração foram desengavetados e acelerados em decorrência da valorização do insumo siderúrgico no mercado internacional, além, sobretudo, da voracidade chinesa pela commodity. A China importa minério de cerca de 30 países, com Austrália, Índia e Brasil, no topo do ranking de fornecedores, sendo responsáveis por 80% do total desembarcado pelo país asiático. Em abril, o volume total das compras externas da China foi de 55,3 milhões de toneladas. No ano, até abril, atingiu 210,3 milhões de toneladas.
De 17 a 20 de agosto, o Mega Space, em Santa Luzia, na RMBH, sediará a Equipo Mining 2010, tradicional feira de máquinas e sistemas para mineração. Serão 40 expositores e a expectativa é de 25 mil visitantes.

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