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Mineração é parte da solução para a economia verde

Notícias Gerais

02/06/2012


Há poucos dias da Rio+20, governos, indústria, academia e sociedade se preparam para debater sobre estratégias globais que conduzam o maior número possível de nações a adotarem um conceito ainda pouco conhecido criado pela ONU: ?economia verde?.
O novo modelo busca equilibrar o uso dos recursos naturais ao avanço dos negócios e do bem-estar, sem maiores riscos às espécies e aos ecossistemas.
Dimensionar as implicações sociais e econômicas no âmbito de um desenvolvimento que almeja a sustentabilidade será um desafio extra. As mudanças climáticas e a eficiência energética serão alguns dos focos centrais, determinantes para atingir o objetivo ainda conceitual da ONU.
Uma avaliação que será apresentada em um workshop exclusivo sobre o tema, em 18 de junho, certamente causará surpresa na Conferência: qualquer que seja o caminho a ser seguido, a mineração e os bens minerais terão papel estratégico na transição para a economia verde.
Existe uma interdependência entre as atividades de mineração e as de geração, armazenamento e transmissão de qualquer tipo de energia. Muitas das soluções para ampliar a eficiência nessa área passam obrigatoriamente pela maior disponibilidade de minerais.;
As mais conhecidas fontes de energia alternativa, como as placas solares e as células fotovoltaicas, também dependem de minérios. São produzidas com silício. Outros exemplos são as turbinas eólicas e baterias de carros híbridos que demandam diversos minerais. Muitos deles de difícil obtenção, como é o caso das chamadas ?terras-raras?, grupo de 17 minerais raros que tem despertado tanta polêmica em razão do domínio chinês sobre sua produção.
Outro ponto a ser apresentado na Rio+20 é que para suprir a demanda de energia cada vez maior, será preciso rever as alternativas nucleares. O uso de minerais como o tório [Th], apontam para a possibilidade de usinas nucleares com emissões e resíduos nulos e elevada segurança.
Ao mesmo tempo em que a mineração será capaz de contribuir decisivamente para viabilizar a eficiência energética com base em matrizes ?limpas?, a atividade poderá se beneficiar do seu próprio curso. Afinal, muitos de seus processos produtivos são eletrointensivos.
Entre os ecos produzidos pela organização da Rio+20, chilenos e brasileiros programam seminário internacional agora em setembro, na Bahia, que vai ampliar o debate e propor ações que permitam à mineração exercer seu papel fundamental na solução que viabilizará a economia verde.
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RINALDO CÉSAR MANCIN é Diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin – Publicado na Folha de São Paulo


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