Mineração e outros setores impulsionam economia chilena
06/01/2010
A economia do Chile cresceu mais que o esperado em novembro, num momento em que a indústria e a mineração melhoram seus resultados e dão combustível para que o país saia de sua pior recessão em mais de uma década.
A atividade econômica registrou uma aceleração de 3,1% em novembro, comparando-se ao mesmo mês de 2008, segundo dados do Banco Central. Os dados correspondem ao Índice Mensal de Atividade Econômica (Imacec), que representa mais de 90% dos bens e serviços incluídos no PIB.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, comemorou: “O país está iniciando a recuperação e a crise está ficando para trás definitivamente”. “O governo manejou bem as coisas quando foi necessário.”
Em relação ao mês anterior, a atividade se expandiu 1,2% – o maior ritmo desde junho de 2008.
“A maior surpresa se deu no dado mês a mês”, disse Juan Pablo Castro, economista do Banco Santander de Santiago. “A velocidade da recuperação – que era a grande dúvida – parece estar se acelerando. Isso corrobora a previsão de que haverá um crescimento forte neste ano.”
O anúncio do crescimento se seguiu à divulgação na semana passada dos dados de produção industrial, que mostraram aumento de 1% no mês de novembro. Dez dos onze economistas consultados pela Bloomberg esperavam contração no setor industrial.
Em 2008, a economia chilena, a quinta maior da América do Sul, cresceu 3,2%. Em 2009, segundo a última projeção oficial, o país teria fechado o ano com uma contração de 1,5% a 2%. Para 2010, estima-se um crescimento de 4,5% e 5,5%.
Analistas esperam que os dados positivos sirvam para incentivar varejistas e atacadistas a remarcar seus preços. Os preços ao consumidor no Chile, caíram no ano passado ao ritmo mais rápido desde a Grande Depressão. O Banco Central do Chile tem mantido as taxas de juros a um nível baixo recorde de 0,5% desde julho de 2009 e espera mantê-los no mesmo patamar pelo menos até ao segundo trimestre deste ano, em um esforço para pressionar a inflação de volta para cima em direção da meta do banco, que é de 3%.
A maior parte dos analistas não crê em uma mudança radical nos rumos da economia, quem quer que seja eleito para suceder a presidente Bachelet.
Valor Econômico e agências