Mineiras querem construir navios
12/03/2012
Indústrias do Vale do Aço devem investir na implantação de estaleiro de US$ 70 mi
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A indústria naval no país vem sendo estimulada, nos últimos anos, pelos grandes aportes no pré-salDe olho no crescimento da indústria naval, que será beneficiada pela demanda dos setores de óleo e gás e mineração, empresas do segmento metalmecânico do Vale do Aço planejam investir na implantação de um estaleiro em Pelotas (RS). Os aportes no empreendimento deverão somar, no mínimo, US$ 70 milhões.
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A indústria de bens de capital da região vem desenvolvendo, nos últimos anos, um polo de produção de peças e componentes navais, como forma de diversificar a atividade e torná-la menos dependente da siderurgia, hoje o principal cliente. A ideia é utilizar a experiência adquirida para passar de fornecedor a fabricante de navios.
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As inversões serão feitas por um grupo de empresas mineiras associadas a uma multinacional, conforme explica Nelson Naibert, sócio da Naibert, Rosa Projetos & Consultoria, sediada em Porto Alegre e que irá desenvolver o projeto. Os nomes dos investidores, no entanto, são mantidos em sigilo.
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Em um primeiro passo para tornar o projeto realidade, representantes do grupo de investidores estiveram recentemente no Rio Grande do Sul para iniciar as negociações com as autoridades locais. A próxima etapa será a realização dos estudos de viabilidade e o planejamento do estaleiro. De acordo com Naibert, os trabalhos deverão ser iniciados em abril e poderão levar cerca de 60 dias para serem concluídos.
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O cronograma do projeto ainda não está definido, mas estimativas iniciais preveem que o estaleiro entre em operação entre 2014 e 2015. De acordo com o empresário, a construção leva entre 12 meses e 18 meses para ser finalizada.
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Naibert explica que as companhias do setor metalmecânico de Minas já possuem experiência na produção de peças e componentes, além da fabricação de barcos de menor porte, usados por indústrias petrolíferas, denominados suply boats. Apesar disso, o entrave logístico, devido à falta de uma saída para o mar, impede que estas empresas desenvolvam projetos para a construção de embarcações de grande porte.
A indústria naval no país vem sendo estimulada, nos últimos anos, pelos grandes aportes no pré-salDesta forma, o grupo começou a avaliar o local onde o estaleiro poderia ser instalado. E entre os estados que chegaram a ser cogitados está o Espírito Santo.
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Naibert destaca que o projeto não é uma transferência de investimentos de um Estado para outro, uma vez que o polo naval em Pelotas será a saída para o mar que as indústrias mineiras procuravam.
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Os investimentos das empresas mineiras irão colaborar para o desenvolvimento da indústria naval no Brasil. O fomento deste setor se faz necessário em função do crescimento significativo da demanda por navios no país. “Atualmente, os únicos polos navais desenvolvidos e em operação estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo”, afirma.
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Como grande parte dos investimentos para expandir a capacidade de construção de navios no país ainda está em andamento, parte das embarcações é adquirida no exterior.
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Entre os setores que mais demandam navios no Brasil está o de óleo e gás. Estima-se que para a exploração das reservas do pré-sal deverão ser necessários aportes de quase US$ 200 bilhões nos próximos anos. E parte destes recursos serão utilizados para a construção de centenas de novas embarcações e plataformas. Impulsionada pelo aquecimento do consumo de commodities minerais no mercado internacional, principalmente por parte da China, a indústria extrativa também é uma
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