Minas deve atrair R$ 47,9 bi em aportes
07/03/2012
Os aportes privados a serem realizados em Minas Gerais ao longo de 2012 e 2013 já chegam a R$ 47,9 bilhões. Somente neste ano, a estimativa é de que pelo menos R$ 26,5 bilhões sejam investidos no Estado, enquanto no próximo exercício são esperados outros R$ 21,4 bilhões. As inversões serão realizadas, basicamente, nos tradicionais setores da economia mineira, como mineração, siderurgia, metalurgia e agronegócio.
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As informações foram reveladas pela “Perspectiva de Investimentos”, elaborada pela Unidade de Inteligência Empresarial do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG). Baseado em dados divulgados pelas próprias empresas investidoras, bem como em protocolos de intenções assinados com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), o estudo faz uma mapeamento dos aportes a serem recebidos pelo Estado nos próximos dois anos.
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De acordo com a diretora de Operações do Sebrae-MG, Elbe Brandão, essa é a primeira vez que a entidade realiza o levantamento, feito por região e segmento econômico, de forma a contribuir para que as micro e pequenas empresas identifiquem oportunidades de negócios em todo território mineiro.
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“O estudo permite mapear as características de cada aporte a ser realizado em Minas Gerais, auxiliando na abertura de novos negócios e consolidando os já existentes. Considerando o efeito multiplicador de cada cadeia produtiva, podemos ampliar os cerca de R$ 48 bilhões em cinco ou seis vezes”, explica.
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Segundo o levantamento, do total dos investimentos, R$ 40,951 bilhões serão destinados à indústria. Isso equivale a 85,3%. Já o segmento de serviços irá concentrar R$ 3,798 bilhões, enquanto o agronegócio R$ 2,091 bilhões e o comércio R$ 1,112 bilhão. Além disso, os setores líderes em aportes serão: mineração (R$ 24,42 bilhões), química (R$ 2,927 bilhões), siderurgia (R$ 2,48 bilhões) e metalurgia (R$ 2,131 bilhões).
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Concentração – O economista da entidade, Brenner Lopes, ressalta que a grande maioria dos investimentos está concentrada nos setores que já norteiam a economia de Minas, o que de certa forma, já era esperado, em função da força dos segmentos no Estado. “Apesar dos esforços do governo em diversificar a pauta econômica mineira, por enquanto não poderão ser percebidas grandes mudanças. Essas somente deverão começar a acontecer dentro de uns cinco anos”, avalia.
Quando analisadas por região, as inversões concentram-se substancialmente na região Central do Estado. Dos R$ 47,954 bilhões previstos para 2012 e 2013, R$ 24,666 bilhões ou 51% serão realizadas na região. Logo em seguida aparece o Triângulo Mineiro, que receberá R$ 8,167 bilhões do total, o equivalente a 17%.
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Segundo Lopes, a concentração dos investimentos nessas regiões já era esperada, uma vez que reúnem a potencialidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no Centro do Estado, e também um grande polo de negócios industriais, varejistas e agropecuários no Triângulo Mineiro. Por outro lado, conforme ele, a grande surpresa veio do Norte de Minas, região que receberá R$ 3.283 bilhões dos investimentos no período.
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“Essa é uma região que por muito tempo foi vista de forma negativa, em função do estereótipo de pobreza. Porém, nos últimos anos, o governo começou a investir na infraestrutura básica dos municípios, permitindo que passassem a ser alvos dos investidores também”, diz.
Diário do Comércio