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Metais operam em queda com preocupações sobre o crédito na China

Notícias Gerais

26/01/2010


Os metais básicos operam em queda na London Metal Exchange (LME), pressionados por temores de que a China vai apertar sua política monetária e, assim, enfraquecer alguns investimentos em commodities. Bancos chineses ordenaram algumas filiais a suspender novos empréstimos no restante deste mês, segundo relatos.
Isso se somou ao fortalecimento do dólar e à contínua preocupação com dívidas soberanas, segundo operadores. Às 8h43 (de Brasília), o cobre era negociado a US$ 7.366,25 por tonelada, uma queda de 1,3% em comparação com o preço de ontem. O alumínio caía 0,7%, para US$ 2.227 por tonelada; o zinco operava estável, a US$ 2.315 por tonelada; o níquel recuava 1,4%, para US$ 17.990 por tonelada, e o estanho perdia 0,3%, para US$ 17.850 por tonelada.
No geral, os estoques na LME continuam aumentando. ?Como a China e os fundos foram os principais compradores durante o último ano – e como as compras dos fundos dependem de certo modo da força do crescimento chinês -, os mercados estão preocupados com quais medidas a China vai tomar para desacelerar sua economia?, afirmou o analista, Will Adams, da BaseMetals.
David Thurtell, analista do Citi, afirmou que a maior parte dos ganhos dos metais provavelmente já foi realizada neste ciclo. Para Thurtell, o suporte para o cobre deverá ficar em cerca de US$ 6.500 por tonelada. De acordo com a Capital Economics, os preços das commodities devem cair cerca de um terço no fim de 2010. A empresa acredita que o cobre pode recuar para US$ 5.000 por tonelada no ano e o ouro pode ceder abaixo de US$ 1.000 por onça-troy.
Vale – Em outra notícia para o setor, a Vale Inco informou que vai retomar a produção em Voisey?s Bay, no Canadá, onde uma greve já dura seis meses, usando funcionários não sindicalizados. As negociações entre o sindicato e a companhia realizadas no fim de semana acabaram sem resultado.


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