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Metais divergem; níquel e cobre recuam com alta de dólar e estoques

Notícias Gerais

13/11/2009


Os metais básicos apresentam comportamento divergente na London Metal Exchange (LME), com o níquel entre os destaques de queda, na medida em que a valorização do dólar e o aumento dos estoques nos armazéns pesam em alguns metais. Segundo analistas, os metais devem continuar oscilando nos próximos dias, já que boa parte dos fundos encerrou a maioria das compras do ano.
Mas eles não descartam uma realização de lucros de fim de ano, que pode provocar mais vendas. Os estoques de cobre na LME estão agora tão elevados quanto estavam em maio, acima de 400 mil toneladas, enquanto os estoques de níquel estão no nível mais alto desde o início do acompanhamento dos dados, em 1998.
Especificamente no níquel, pesam também as notícias de que a produção na China em outubro aumentou 40,7% em relação a igual período do ano passado e de que a Vale vem treinando pessoal não sindicalizado na operação de sua fundição em Sudbury, no Canadá, e pode retomar o trabalho no local. Às 8h06 (de Brasília), o cobre era negociado a US$ 6.519,75 a tonelada na LME, em baixa de 0,3% frente ao fechamento de ontem, enquanto o níquel perdia 1,1%, a US$ 16.616 a tonelada, e o chumbo recuava 0,7%, a US$ 2.289 a tonelada.
O alumínio, por sua vez, subia 0,1%, a US$ 1.965 a tonelada, o zinco avançava 0,02%, a US$ 2.184,50 a tonelada, e o estanho ganhava 0,4%, a US$ 14.761 a tonelada. Na Comex eletrônica, às 9h14 (de Brasília), o cobre para dezembro perdia 0,89%, a US$ 2,9585 a libra peso. Ontem, a China deu algum suporte aos metais básicos com a divulgação de uma série de indicadores econômicos positivos. A produção industrial chinesa cresceu 16,1% em outubro, em base anual, e as vendas no varejo saltaram 16,2% no período.
Mas desde a alta na manhã de ontem, muitos metais recuaram por conta da valorização do dólar frente ao euro, fraqueza das bolsas e aumento nos estoques. ?O mercado continua operando com base em fatores externos como o dólar e as bolsas. Não esperamos nenhuma mudança. Fundamentalmente, as coisas estão longe de estarem rosadas?, disse o analista da VTB Capital Andrey Kryuchenkov.

Agência Estado / Brasil Infomine


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