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Mesmo otimista com o setor, Barclays corta preço-alvo de CSN, Usiminas e Gerdau

Notícias Gerais

17/06/2010


De olho na evolução do mercado nacional de aço, que vem apresentando evolução nos últimos meses apoiado na recuperação da economia brasileira, Leonardo Correa e Renato Antunes do Barclays Capital atualizaram suas projeções para o segmento e para as principais siderúrgicas do País: CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5). Apesar do otimismo com o setor, o preço-alvo das ações das três empresas foi cortado.
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“Acreditamos que o Brasil irá experimentar uma forte recuperação em seus níveis de intensidade de aço”, afirmam os dois analistas do banco britânico, elevando sua projeção de crescimento para a demanda nacional por produtos siderúrgicos para 28%, um avanço de 2,0 pontos percentuais em relação a meta anterior.
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Prevendo um crescimento de 6,5% para o PIB (Produto Interno Bruto) do País em 2010 e um aumento de 10,3% na produção industrial, números que podem ser vistos como conservadores em vista do desempenho do primeiro trimestre, o “cenário macroeconômico continua a suportar uma forte recuperação na demanda” do segmento.
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Setores como a construção civil, que na opinião do Barclays deve continuar a apresentar expansão, e de bens de capital, que deve ver uma aceleração de seu crescimento no segundo semestre após uma recuperação lenta nos primeiros seis meses de 2010, estão entre os que devem sustentar este aumento de demanda.
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Contudo, este aumento da procura por aço tem gerado um efeito adverso para as empresas do setor: o aumento das importações. “Vemos este surto de importações do período entre janeiro e abril como parte de uma mudança estrutural no nível de importações do Brasil, que deve assumir um papel cada vez mais importante na indústria doméstica”, explicam os dois.
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CSN
Depois de traçarem um panorama do setor, os analistas também discutem suas perspectivas para algumas das principais siderúrgicas brasileiras – a primeira delas é a CSN. Com recomendação de equal weight – expectativa de desempenho em linha com o universo de cobertura do Barclays para o setor nos próximos 12 meses – o preço-alvo das ações foi reduzido para R$ 35,00.
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Os analistas se dizem otimistas com a empresa – que, na visão deles, será uma das principais beneficiadas pela alta do minério de ferro nos próximos dois ou três anos – mas apontam que há motivos para cautela. Entre os pontos que despertam preocupação, estão a limitada alavancagem operacional em sua unidade de siderúrgica, os riscos de execução em seus projetos de mineração e o horizonte complicado para o possível spin-off do segmento nos próximos seis meses complicam o case da empresa.
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Gerdau
Apesar de se afirmarem bastante otimistas em relação a Gerdau, Correa e Antunes optaram por manter a recomendação de underweight – expectativa de desempenho abaixo do universo de cobertura do Barclays para o setor nos próximos 12 meses – para as ações. O preço-alvo dos papéis foi cortado para R$ 31.
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Apesar de acreditarem que os ativos da empresa podem performar melhor do que seus pares no curto prazo com base no noticiário, os analistas afirmam que as ações estão sendo negociadas com prêmio em relação as suas pares setoriais. Além disso, a exposição; exposição a mercados de baixo crescimento e um cenário de pressão de baixa sobre os preços internacionais de aço – sua principal fonte de renda – podem pressionar os papéis da companhia.
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Usiminas
Unica das três empresas a receber recomendação de overweight – expectativa de desempenho acima do universo de cobertura do Barclays para o setor nos próximos 12 meses – a Usiminas também teve seu preço-alvo reduzido para R$ 64, saindo de R$ 74.
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Penalizada nos últimos trimestres por conta de sua exposição ao segmento de placas pesadas, a companhia deverá se beneficiar deste “ponto fraco” no horizonte previsível, afirmam os dois analistas do banco britânico, “conforme os investimentos em capital fixo são retomados e a produção industrial se recupera, o que deve continuar a elevar a taxa de utilização e a lucratividade da Usiminas”.

InfoMoney


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