Matriz energética brasileira exige competitividade, segurança e planejamento
27/08/2026
Tema foi discutido durante a EXPOSIBRAM 2026, em painel que reuniu especialistas para analisar o papel do gás natural, das fontes renováveis e dos recursos nacionais na transição energética e no desenvolvimento econômico do Brasil.

No terceiro dia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), a palestra “Rumos Estratégicos da Matriz Energética Brasileira” reuniu especialistas para discutir a relação entre energia, competitividade industrial, segurança energética e desenvolvimento econômico. Participaram do debate o especialista sênior em Regulação de Petróleo e Gás Natural e Política e Estratégia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Guilherme Eduardo Zerbinatti Papaterra; o membro do Conselho de Administração da Petrobras e acionista da AVG, José Fernando Coura; a gerente sênior de Gestão de Energia e gerente sênior de Energia na Yara Brasil Fertilizantes, Lara Terra; e o superintendente adjunto de Petróleo e Gás Natural da empresa de Pesquisa Energética (EPE), Marcelo Alfradique.
Na abertura, Guilherme Eduardo Zerbinatti Papaterra ressaltou que uma matriz energética “diversificada, resiliente e competitiva” é fundamental para fortalecer cadeias produtivas estratégicas e ampliar a capacidade de atração de investimentos. Segundo ele, essa necessidade se torna ainda mais relevante diante de um cenário internacional no qual a energia ultrapassa a dimensão econômica e assume crescente importância geopolítica.
Sob a perspectiva da indústria, Lara Terra destacou a relevância do gás natural para setores intensivos em energia, como o de fertilizantes. De acordo com a executiva, a competitividade industrial está diretamente relacionada à disponibilidade, à previsibilidade do fornecimento e aos preços da energia. Nesse contexto, ela avaliou que o Brasil ainda não aproveita integralmente sua disponibilidade de gás natural. “A gente precisa olhar como sociedade e como indústria”, afirmou, ao defender que o acesso a uma energia competitiva é condição essencial para viabilizar novos projetos industriais.
Na avaliação de Marcelo Alfradique, o Brasil reúne condições para ampliar a oferta de gás natural nos próximos anos, impulsionado pelos projetos do pré-sal e pela abertura de novas fronteiras exploratórias. O especialista destacou que o gás pode contribuir para o fortalecimento da competitividade e para o processo de transição energética, inclusive por meio da substituição de combustíveis mais poluentes em atividades industriais, como a mineração e a siderurgia. “Gás natural é um vetor estratégico, seja para competitividade, seja para transição energética e todo mecanismo de descarbonização”, afirmou.
O debate também ressaltou a necessidade de planejamento e de investimentos em infraestrutura capazes de aproximar a oferta da demanda. Lara Terra defendeu maior coordenação para a expansão das redes, enquanto Marcelo Alfradique apresentou o planejamento integrado da infraestrutura de gás natural e biometano como instrumento para orientar investimentos e promover o aproveitamento desse potencial. “A gente tem que aproveitar esse potencial sim”, afirmou, ao destacar a diversidade da matriz energética brasileira, composta por petróleo, gás natural, fontes eólica e solar, energia nuclear e biomassa.
Ex-presidente do IBRAM, José Fernando Coura ampliou a discussão ao relacionar desenvolvimento econômico, descarbonização e segurança energética. Ele defendeu o aproveitamento dos recursos naturais brasileiros como instrumentos de desenvolvimento e ressaltou a relevância do petróleo e do gás natural para o financiamento da transição energética. Ao abordar os impactos da mineração e o avanço de novas tecnologias, sintetizou sua visão ao afirmar: “Não há transição. Estamos vivendo um momento de adição energética”, argumentando que petróleo e gás natural continuarão desempenhando papel relevante à medida que as fontes renováveis ampliam sua participação na matriz.
Patrocínios e apoios da EXPOSIBRAM 2026
A EXPOSIBRAM 2026 conta com o patrocínio de importantes empresas e instituições dos setores mineral, industrial e de tecnologia. Na categoria Master, o evento tem como patrocinadora a BHP e a Vale. Na categoria Diamante, participam Aeolus e Ero Copper. Entre os patrocinadores Platina estão Anglo American Brasil, BVP, CMOC Brasil Mineração, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), Compañía Electro Metalúrgica S.A., Huawei do Brasil, Loctite, Lundin Mining, Norsk Hydro e Taboca. Na categoria Ouro, figuram AngloGold Ashanti, Kinross Brasil e Nexa Resources. Entre os patrocinadores Prata, estão ArcelorMittal Brasil, Geosol e Mineração Usiminas. Na categoria Bronze, apoiam o evento Accenture, Alcoa, Appian Capital Brazil (Atlantic Nickel), Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Del Rey Minerals, Dinâmica, DXC Technology, Hatch, Hexagon Mining, Mosaic Fertilizantes, Pirobras, Samarco e St George Brasil.
A EXPOSIBRAM 2026 também conta com amplo apoio institucional de entidades como Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), ABIAPE, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), ABIMAQ, ABIMEX, ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACE Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB), Amcham Brasil, Agência Nacional de Mineração (ANM), APEMI, CAEMG, Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), International Geosynthetic Society (IGS), Movimento pela Inovação na Mineração e Desenvolvimento (MINDE), Mining Hub Brasil (Mining Hub), OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo), Organismo Latino-Americano de Mineração (OLAMI), RMMG, Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf), Serviço Geológico do Brasil (SGB), SGB Núcleo Bahia-Sergipe, Sindicato das Indústrias Minerárias do Estado do Pará (SIMINERAL), Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (SINAEES-MG), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (SINDIEXTRA), Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (SINDIROCHAS) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
No apoio editorial, participam veículos especializados como 2A+ Mineração, BNews, Brasil Mineral, Cidades e Minerais, CKS Online, Climatempo, Conexão Mineral, EAE Máquinas, In The Mine, Minera Minas, Mineração & Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração Brasil, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo e The Mining.
Serviço:
EXPOSIBRAM 2026
Data: 24 a 27 de agosto de 2026
Local: EXPOMINAS – Belo Horizonte – MG
Mais informações em https://exposibram2026.ibram.org.br/