Mato Grosso descobre jazida com 11,5 bi t de minério
01/09/2010
CUIABÁ (Reuters) – Trabalhos de prospecção mineral feitos em Mato Grosso identificaram uma jazida de minério de ferro com tamanho estimado em 11,5 bilhões de toneladas, informou o governo do Estado nesta quarta-feira.
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A descoberta das reservas de minério foi realizada em meio a pesquisas do governo local com o objetivo de localizar jazidas de potássio e fosfato, já que o Estado é um grande produtor agrícola.
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O conteúdo de ferro no minério da jazida é de aproximadamente 41 por cento, informaram membros do governo local durante entrevista coletiva.
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Apesar do grande tamanho potencial da jazida, o teor de ferro é inferior ao encontrado nos melhores projetos no Brasil, como o de Carajás, da Vale, que possui 67 por cento de teor de ferro.
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A mina de Carajás, considerada a maior a céu aberto no mundo, possui reservas de aproximadamente 3 bilhões de toneladas de minério.
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A área no município de Mirassol d`Oeste, no oeste do Estado e próxima à fronteira do país, onde foram encontradas as reservas, é particular. Ela pertencente à empresa mineradora GME4, que possui os direitos de prospecção do local.
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O grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, tem participação majoritária na GME4, de 62 por cento, segundo a assessoria de imprensa da instituição.
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De acordo com o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), as reservas de minério de ferro conhecidas no Brasil até 2007 eram de 17,38 bilhões de toneladas, com variados teores de ferro.
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Nos trabalhos de pesquisa em Mato Grosso, feitos em parceria com o governo federal no Programa Fosfato Brasil, também foram identificados reservatórios de fosfato de 427 milhões de toneladas.
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A logística para o desenvolvimento da mineração no Estado pode ser um desafio.
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O Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, já sofre para escoar sua safra por não contar com um sistema de transporte com custos competitivos.
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Distante dos portos exportadores, ferrovias e hidrovias ainda precisam ser ampliadas para que qualquer produção possa ganhar o mercado internacional com menores custos.
O Globo