Marco para potássio fica para depois de viagem de Lula, afirma Stephanes
25/11/2009
Brasília -;A criação do marco regulatório para o setor de potássio será debatida entre os Ministérios da Casa Civil, Agricultura, e de Minas e Energia assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar de viagem internacional. A informação é do ministro;nesta terça-feira da reunião com o presidente, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto.
Ainda que o governo esteja interessado em regular todo o setor, Stephanes vem enfatizando há alguns meses que a questão do potássio é mais urgente. Primeiro, porque o País depende de importações que representam 91% do uso doméstico.Depois porque, segundo o ministro, a exploração do minério está nas mãos de apenas quatro países, enquanto a comercialização está restrita a duas empresas. Isso, de acordo com ele, é a evidência de um oligopólio, do qual o Brasil precisa se livrar.Principalmente, considerou Stephanes, porque há sinais de que a terceira maior jazida de potássio do mundo está localizada no Brasil – mais especificamente na região amazônica. “É preciso fazer estudos mais detalhados no local”, disse.A previsão do ministro é a de que, com a instalação do marco regulatório para o potássio, o País poderá se tornar autossuficiente em até 10 anos. Hoje, salientou o ministro, o produtor está sujeito à variação do dólar e ao comportamento do preço do potássio, que é utilizado em larga escala na agricultura. Isso comprometeria a renda do agricultor.
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