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Maranhão é uma importante fronteira mineralógica, rica em gás natural

Notícias Gerais

07/10/2011


Diretor da Antaq conversa com presidente da CPRM sobre potencial hidrogeológico e mineral do estado
O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, e o secretário de Minas e Energia do Estado do Maranhão, Ricardo Guterres, reuniram-se ontem (05/10), no Rio de Janeiro, com o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barretto da Rocha Neto, e com o diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento, Antônio Carlos Bacelar Nunes. Os quatro conversaram sobre os recursos minerais e hidrogeológicos do Maranhão, entre outros assuntos.
Rocha Neto explicou que a CPRM opera 85% da rede de monitoramento da Agência Nacional de Águas e, por isso, tem dados primários que permitiram criar um programa de alerta de cheias, que atende Manaus, Vale do Rio Doce e Pantanal mato-grossense. ?Avisamos com 75 dias de antecedência sobre a possibilidade de cheia, com 70% de probabilidade?, afirmou o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil.
Fialho lembrou que as cheias ocorrem em grande parte por causa da redução de sua profundidade por meio do depósito de sedimentos (assoreamento), sobretudo os que se desprendem das margens. ?A preservação da mata ciliar é fundamental não só para minimizar o impacto das cheias, mas também para conservar a profundidade dos canais de navegação das hidrovias?, lembrou o diretor-geral da ANTAQ.
Argila e gás natural
Rocha Neto e Nunes explicaram que a CPRM realizou um estudo sobre um tipo de argila, raro, mas existente no Maranhão, cujas propriedades físico-químicas a tornam propícia para corrigir a acidez do solo. ?Pesquisadores em agropecuária consideram-na a redenção para as áreas inóspitas do cerrado. Essa argila ajuda a impedir a lixiviação* do solo?, explicou Nunes.
Os especialistas do Serviço Geológico do Brasil têm trabalhado no mapeamento dos recursos minerais do Estado, disse Rocha Neto. Segundo Nunes, o Maranhão é uma importante fronteira mineralógica, rica em gás natural. ?Os poços maranhenses suprem a demanda de gás que hoje é satisfeita pela Bolívia?, afirmou.
A CPRM pesquisa atualmente granulados marinhos na plataforma continental da costa maranhense, revelou Rocha Neto. ?Estamos estudando que tipo de granulados existem na plataforma, se silicato ou se carbonato?.
Fialho lembrou que mapeamentos como esse são importantes para atrair potenciais investidores. ?Na ANTAQ, estudamos os melhores locais para instalação de novos portos e ampliação dos já existentes, e estes estudos estão orientando hoje os investimentos privados?, disse o diretor-geral, em referência ao Plano Geral de Outorgas, elaborado pela Agência.
Ricardo Guterres defendeu a criação de um curso de graduação em Geologia no Estado, para formar técnicos que possam dedicar-se ao estudo dos recursos minerais e hidrogeológicos do Maranhão. Guterres convidou a CPRM a participar de um futuro seminário sobre o tema, a ser organizado pela Secretaria de Estado de Minas e Energia, em São Luís.
Atlas
Rocha Neto entregou ao diretor-geral e ao secretário de Estado o recém-lançado ?Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia Brasileira?. O Atlas apresenta 88 materiais avaliados e catalogados nos Estados do Maranhão, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Do total, 75% não têm registro anterior e podem vir a ser explorados em empreendimentos mineroindustriais.

Revista Porto S.A


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