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Mais investimento e competitividade

Notícias Gerais

12/09/2012


Indústria comemora redução nas tarifas que diminui custo Brasil. CNI prevê repasse para os consumidores
As empresas que fazem uso intensivo de energia apostam na redução dos encargos setoriais que incidem sobre a conta de luz para retomar parte da competitividade perdida no mercado interno e externo, mas afirmam que ainda será preciso calcular o real impacto da medida em sua planilha de custos. Indústrias do segmento, como a de alumínio e a siderúrgica, serão beneficiadas com percentuais de desconto nas tarifas que chegarão aos 28%, teto do anúncio feito ontem pelo Ministério das Minas e Energia (MME). A medida também poderá ser decisiva para a retormada de investimentos que ficaram parados por causa do agravamento da crise na Europa. Hoje, a participação da energia elétrica no custo da tonelada do aço chega a 10% nas usinas semi-integradas, que não contam com a vantagem de dominarem o ciclo completo da produção.
Essa medida aumenta a competitividade da indústria e estimula o investimento porque reduz preços e faz com que o empresário tenha mais confiança em produzir e gerar emprego no Brasil. Teremos um produto mais competitivo no mercado nacional e internacional%u201D, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em nota. Para o Instituto Aço Brasil (IABr), um dos grandes problemas da indústria nacional hoje é a perda de competividade. %u201CA desoneração da energia elétrica vai na direção de recuperar parte dessa competitividade num cenário internacional de competição acirrada e muitas vezes desleal%u201D, afirmou a entidade em nota. Para a instituição, a medida é tão bem-vinda quanto o recente aumento das tarifas de importação e o fim da guerra fiscal nos portos. %u201CSão medidas que, em seu conjunto, fazem com que a indústria brasileira do aço tenha melhoria na sua competividade, considerando que o Brasil tem o terceiro maior custo de energia elétrica entre 27 países, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Retomada De acodo com o presidente da ArcelorMittal Aços Longos para a América do Sul, Augusto Espeschit de Almeida, a medida favorece a decisão de retomar o projeto de duplicação da usina de João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais, orçado em US$ 1,2 bilhão. %u201CCom certeza, facilita e muito a retomada de investimentos. O custo menor com os insumos melhora não só o retorno do projeto como também o valor presente do empreendimento%u201D, disse o executivo. A ArcelorMittal anunciou a paralisação das obras em novembro do ano passado, diante do agravamento da crise na Europa. %u201CFoi uma decisão histórica e corajosa, um passo acertado de que a economia precisava como parte de um processo de fortalecimento da indústria%u201D, disse.
Outros segmentos eletrointensivos, como a produção de papel e celulose e de ferro-gusa, também comemoraram a decisão. Mas ainda vai levar um tempo para que as empresas façam as contas do impacto da medida na redução de custos. Para a Alcoa, a quantificação dos efeitos da medida em suas atividades no Brasil necessita de uma análise mais aprofundada das medidas anunciadas e dependerá, entre outros fatores, da negociação do contrato já vigente com a Eletronorte, empresa que fornece energia elétrica à companhia em sua operação em São Luís (MA). A Gerdau também avaliou como positiva a iniciativa, mas diz que vai analisá-la para mensurar os reflexos em suas operações.

Estado de Minas


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