Lucro líquido da Magnesita cresce 6,7% em 2011
16/03/2012
A Magnesita obteve lucro líquido de R$ 98,6 milhões em 2011, crescimento de 6,7% sobre o exercício anterior. Na comparação com 2010, o fluxo de caixa operacional apresentou crescimento expressivo de 55%, passando de R$ 365,2 milhões para R$ 565,4 milhões, um recorde para a companhia. A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,3 bilhões, 1,9% superior ao registrado em 2010, impulsionada pelo crescimento de 6,8% do volume de soluções refratárias. Já a geração de caixa medida pelo EBITDA, totalizou R$ 427,4 milhões, 7,8% inferior ao apresentado no ano anterior. ?Em 2011, o nosso resultado operacional e financeiro foi superior ao apresentado pela indústria de refratários em um cenário difícil para nossos principais setores-clientes?, diz Ronaldo Iabrudi, presidente da Magnesita. ?Nossos resultados refletem o contínuo foco em eficiência operacional, dedicação aos clientes por meio da performance das nossas soluções refratárias e a flexibilidade do modelo de negócios?. Em 2011, a Magnesita elevou seus investimentos com o objetivo de atingir 90% de verticalização em matérias-primas. O projeto de expansão em Brumado (BA) entrará em operação em abril, tornando a companhia autossuficiente em sínter de magnesita de alta pureza (M-30). Já o projeto greenfield de grafita em Almenara (MG), cuja primeira fase irá produzir 40 mil t/ano, está em processo de obtenção da licença ambiental. A Magnesita apresentou crescimento acima do setor nas vendas de soluções refratárias na Europa, América do Norte e Ásia no último ano, o que levou a Companhia a registrar receita líquida de R$ 2 bilhões, aumento de 3,9% na comparação com o ano anterior. A receita no segmento de minerais atingiu R$ 131,1 milhões em 2011, recuo de 17% em relação a 2010. A queda está relacionada ao menor excedente de sínter disponível para venda a terceiros, sobretudo em função do aumento no volume de refratários na Europa e América do Norte. Em 2011, a receita líquida de serviços atingiu R$ 152,6 milhões, queda de 4,1% na comparação com 2010, quando o resultado foi impactado positivamente pela realização de uma obra spot no último trimestre do ano.
Revista Brasil Mineral