Kores pode instalar escritório em Belo Horizonte
26/09/2013
Em busca de investir em projetos minerários no país, o grupo sul-coreano Korea Resources Coporation (Kores) deverá ter um escritório em Belo Horizonte, conforme o diretor da companhia no Chile, Younghoo Park. Sem a disponibilidade de recursos minerais na Coreia do Sul, investimentos nas reservas brasileiras são consideradas estratégicos.
“Esperamos que em um futuro próximo tenhamos um escritório em Belo Horizonte, a capital brasileira da mineração”, disse ele durante o Congresso Brasileiro de Mineração, no Expominas. Entre os minerais que a multinacional pretende investir está o minério de ferro, terras-raras e o zinco.
Segundo o executivo, para que a companhia avalie os investimentos, os projetos deverão permitir que a Kores tenha participação no desenvolvimento técnico. Além disso, deve prever que a empresa possa adquirir os direitos minerários.
Park explicou que a Coreia do Sul é um dos maiores consumidores de commoditiesdo planeta. Somente no minério de ferro o país asiático é o quinto maior comprador. Porém, 97% dos recursos minerais utilizados no país são importados. Dessa forma, o governo coreano vem adotando políticas para garantir o suprimentos de minerais considerados estratégicos para a economia, levando aos investimentos em complexos minerários ao redor do globo.
Conforme o diretor da Kores, o Brasil vem ganhando importância nos investimentos da Coreia do Sul. Segundo ele, nos próximos anos o país irá responder por 10% dos aportes realizados em mineração pelo país asiático. Entre os empreendimentos com participação de companhia sul-coreanas citadas pelo executivo está a Nacional Minérios S/A (Namisa), joint venture entre o grupo JKC e a brasileira Companhia Siderúrgica Nacional.
China – Outro país que vem mantendo investimentos no Brasil em busca de garantir reservas, principalmente de minério de ferro, é a China, maior consumidor global do insumo siderúrgico. O país busca minerar em todo o mundo para depois lavrar o próprio território”, afirmou o o presidente da canadense Lara Exploration, Andre Gauthier.
Na avaliação do especialista, a demanda chinesa deverá ser mantida uma vez que, mesmo que em um patamar diferente do verificado nos últimos anos, o país continuará a crescer.
Entre os fatores que levam às expectativas positivas está a possibilidade de crescimento do consumo doméstico na China. Para se ter uma ideia, enquanto nos Estados Unidos existem 800 carros para cada 1.000 habitantes, o país asiático conta com sete carros para a mesma quantidade. Para o especialista, este número demonstra que há espaço para elevar o consumo interno.
Diário do Comério