Jazidas da Vetor Sul atraem atenção de investidores
15/06/2011
Reservas em Gunhães estimadas em 300 mi/t.
As jazidas de minério de ferro da Vetor Sul Mineração, em Guanhães (Vale do Rio Doce), estão atraindo a atenção de investidores que podem formar um pool de empresas para realizar os estudos na região. A empresa estima que as reservas sejam de aproximadamente 300 milhões de toneladas e os investimentos para a exploração da commodity podem alcançar US$ 500 milhões.
De acordo com o sócio da empresa Alexandre Couri, a Vetor Sul mantém as negociações com um grupo canadense, cujo nome não foi revelado, que tem demonstrado maior interesse no projeto. Além disso, conforme ele, outras empresas estão interessadas e poderão realizar estudos em conjunto.
Couri informou que já foi realizado o mapeamento das jazidas e os novos estudos, ainda sem cronograma definido, deverão apontar o tamanho real das reservas no município do Vale do Rio Doce. Caso as reservas estejam dentro das estimativas os investimentos para operacionalizar a mina deverão ser de US$ 500 milhões.
Conforme já informado, as jazidas em Guanhães possuem teor de ferro de aproximadamente 45%. Entre as alternativas para o escoamento estaria uma parceria com a Anglo American, que está implantando o sistema Minas-Rio.
A área que deverá ser explorada pela Vetor Sul está próxima às jazidas da Anglo American, em Conceição do Mato Dentro (Médio Espinhaço), o que tornaria viável uma parceria para o transporte do minério .
Minas Rio – O projeto Minas-Rio da Anglo American prevê investimentos da ordem de US$ 4,3 bilhões. Além da estrutura para a produção de 26 milhões de toneladas/ano do insumo, está sendo construído um duto de 525 quilômetros entre Conceição do Mato Dentro e o Porto de Açu no litoral fluminense.;
No ano passado Couri negociou os ativos da Minas Bahia Mineração (Miba) no Norte do Estado. O projeto, com reservas estimadas em 2,8 bilhões de toneladas, foi adquirido pelo grupo cazaquistanês Eurasian Natural Resourcers Corporation (ENRC). A operação movimentou US$ 304 milhões.
Na ocasião, a ENRC informou que pretende dar continuidade ao projeto Jiboia da Miba no Norte de Minas. Os investimentos previstos no empreendimento são da ordem de US$ 2,6 bilhões e a capacidade instalada de aproximadamente 25 milhões de toneladas/ano.
O grupo cazaquistânes continuará os estudos na área, o que poderá revelar uma reserva ainda maior. Apesar disso, conforme comunicado publicado na época, as obras no empreendimento não deverão ser iniciadas até 2013. A produção deverá ser iniciada três anos após o começo da implantação do empreendimento.
Guanhães – Da mesma forma que ocorre na nova fronteira minerária no Norte de Minas, Guanhães também vem recebendo diversos pedidos de pesquisas, pois há indícios de jazidas de grande porte na região. Entre empresas que iniciaram estudos no município está a Global Miner Exploration (GME4), que possui entre os sócios o geólogo baiano João Carlos Cavalcanti.
Estima-se que as reservas possam alcançar 400 milhões de toneladas, conforme Cavalcanti já havia informado. Além disso, o minério seria de classe internacional, com teor de ferro acima de 40%. A empresa paralisou prospecção na área após ação movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) para embargar o projeto. Em junho do ano passado, Cavalcanti anunciou a retomada dos estudos em Guanhães.
Diário do Comércio