Jaguar vai injetar US$ 5 milhões em Minas Gerais
08/02/2013
A jaguar Mining, controladora da Msol, anunciou a retirada de US$ 5 milhões junto ao banco canadense Renvest Mercantile Bancorp Inc. O montante é parte de uma linha de crédito de US$ 30 milhões e será utilizado nos projetos da companhia em Minas Gerais.A mineradora havia anunciado a operação com o banco canadense no final do ano passado. Os recursos são de uma linha de crédito ?stand-by?, que funciona como uma espécie de cheque especial, ou seja, ficará à disposição caso a companhia resolva utilizá-los.Com operação, o banco recebeu da Jaguar Mining, a título de taxa inicial e de taxa de saque, 570.919 ações ordinárias de emissão própria, além de US$ 150 mil em dinheiro, conforme comunicado enviado ao mercado. O empréstimo terá taxa de juros de 11% ao ano sobre o valor que a companhia sacar. Conforme a mineradora, os recursos serão utilizados para o capital de giro em seus projetos. O chief executive officer (CEO) da Jaguar Mining, David Petroff, ressalta a flexibilidade viabilizada pela linha de crédito enquanto a empresa implementa as melhorias em suas operações.Em maio de 2012, a companhia anunciou a reestruturação das operações da companhia em Minas Gerais, visando uma maior eficiência e redução dos custos. A medida resultou na paralisação do Complexo Paciência em Itabirito (região Central).A empresa está reavaliando as minas do complexo minerário e mantém os trabalhos de sondagem. A previsão da retomada do processo de desenvolvimento de mina, bem como de lavra, é para 2014, podendo ser alterado conforme resultados da pesquisa e conclusão dos estudos deviabilidade do projeto. Produção Em meio à reestruturação, a Jaguar registrou queda de 33,9% na produção de ouro em 2012 na comparação com o ano anterior. Foram produzidas no ano passado 102,823 onças em 2011, conforme o último balanço operacional divulgado.A produção no complexo Paciência atingiu 9,987 onças de ouro em 2012, contra 39.58 onças no ano anterior. O resultado representa queda de 74,7% no período. O processo em implantação impactou também a produtividade do complexo Turmalina, em Conceição do Pará (região Centro-Oeste). A produção caiu 38,3% em 2012 na comparação com o ano anterior, passando de 61,4 onças para 37,840 onças.Já no complexo em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi verificada estabilidade na extração da commodity. Nos 12 meses do ano passado foram produzidas 54,996 onças, ante 54,783 onças em 2011, pequena alta de 0,3%.Apesar disso, a empresa mantém um plano de aportes de R$ 156.842 milhões entre 2012 e 2013 em complexos minerários no Estado. As inversões serão feitas em expansão de planta metalúrgica e exploração geológica. Em seu último balanço financeiro a empresa anunciou prejuízo líquido de US$ 35,166 milhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2012. No mesmo intervalo do ano anterior, o resultado ficou negativo em US$ 31,962 milhões.
Diário do Comércio