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Itambé e Supremo ampliam produção de cimento no PR

Notícias Gerais

21/09/2010


A Cimento Itambé, de Balsa Nova (PR), está colocando em operação um novo moinho, com capacidade para 700 mil toneladas por ano. Trata-se da primeira etapa de um plano de expansão iniciado em 2008 e que vai incluir a construção de um forno, que deve começar a produzir no primeiro trimestre de 2012, e depois disso mais um moinho. Os investimentos somam R$ 400 milhões. Além dela, outra empresa aposta em cimento no Paraná. A Supremo, de Pomerode (SC), aguarda licença ambiental para a unidade que planeja construir em Adrianópolis, orçada em US$ 120 milhões.
Com o novo moinho, a capacidade da Itambé sobe de 1,5 milhão para 2,2 milhões de toneladas de cimento por ano. “Estamos em pleno desenvolvimento do projeto”, conta o diretor-superintendente, Paulo Procopiak de Aguiar. De acordo com ele, a empresa deve fechar o ano com a produção de 1,4 milhão de toneladas e chegar a 1,5 milhão em 2011. “A ampliação aumenta nossa flexibilidade operacional”, diz o executivo, que deu início à segunda etapa, de construção de um forno para aumentar a capacidade de produção de clinker.
O novo forno terá capacidade para 1 milhão de toneladas de clinker por ano, suficiente para fazer 1,3 milhão de toneladas de cimento. Com ele, a Itambé aumentará a capacidade atual de 1,5 milhão de toneladas para 2,8 milhões. Para chegar a esse volume, no entanto, terá de fazer mais um moinho. “Estamos com 50% dos contratos do forno assinados”, conta Aguiar. A empresa acertou com a Polysius, ligada ao ThyssenKrupp, o fornecimento do conjunto de equipamentos do forno. É o maior contrato, de cerca de R$ 60 milhões. “É o coração do projeto”, compara o diretor.
Aguiar comenta que o Brasil está vivendo “momento curioso”, porque está na contramão do consumo mundial de cimento. “Acredito que por dois a três anos vamos ter ritmo intenso”, acrescenta. “Enxergamos continuidade do processo habitacional e de infraestrutura, qualquer que seja o resultado eleitoral.” A Itambé só atua no Sul do país. Para os investimentos, está em negociação com o BNDES e a intenção é financiar até 60%. A empresa tem dois terços de suas ações nas mãos de cinco famílias paranaenses (Slaviero, Gomes, Araújo, Moreira e Dallegrave) e um terço pertence ao grupo Votorantim.
Na Supremo, a pedra fundamental da obra foi lançada em junho. A empresa faz 350 mil toneladas de cimento por ano em Pomerode e em Adrianópolis quer fazer mais 750 mil toneladas anuais, de acordo com o superintendente, Maurício Kugler. Ele diz que a empresa é formada por investidores catarinenses e atua em mineração desde os anos 70. Em 2003 entrou em moagem de cimento e o primeiro forno próprio começou a operar em 2009. A nova unidade deve ser inaugurada em 2012. A Supremo tem mineração em Adrianópolis desde 2007, o que pesou na decisão de investir no município.

Valor Econômico


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