Investimentos de R$ 56 bilhões para a mineração na Amazônia
10/12/2012
A mineração na Amazônia recebe R$ 56 bilhões até 2016 para implantação e expansão de projetos, incluindo extração e transformação, segundo informou o Instituto Brasileiro de Mineração ? Ibram. Com isso, essa indústria abre na região norte grandes oportunidades para contratação e formação de mão de obra local, bem como de rede de fornecedores.
Segundo a entidade, as novas oportunidades são diversas. Entre elas estão a duplicação da mina de Carajás, os empreendimentos de cobre próximos a Parauapebas e o projeto Alumina Rondon. Na área da Amazônia Legal surgem empreendimentos em estados como Mato Grosso, Tocantins e Amazonas e cerca de 60 pequenas empresas de pesquisa mineral vasculham o subsolo por jazidas de ouro na área do rio Tapajós.
O principal entrave à expansão da mineração sustentável na Amazônia, segundo o Ibram, é a carência de infraestrutura. Há projetos que exigem das mineradoras investimentos próprios em malhas ferroviárias, portos e rodovias, o que encarece o custo dos projetos e o preço de venda dos minérios.
?O Programa de Aceleração do Crescimento prevê a implantação de infraestrutura de transporte na Amazônia, inclusive hidroviária, porém há projetos que demandam ações mais urgentes. Além do governo federal, os governos estaduais e municipais são importantes parceiros para que a mineração possa expandir sua ação e contribuir para o desenvolvimento local e regional?, disse José Fernando Coura, diretor-presidente do Ibram.
A falta de mão de obra qualificada é outro inibidor. Há empresas que buscam parcerias com entidades de classe, como a Confederação Nacional da Indústria e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ? Senai.
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