Investimentos de R$ 13 bi reduzirão dependência de fertilizantes
30/08/2013
Os produtores de matérias primas para fertilizantes no Brasil prometem investimentos de R$ 13 bilhões até 2018 para elevar a capacidade de produção nacional. O anúncio foi feito durante o 3º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) no dia 26 de agosto, em São Paulo. O número é menor do que o anunciado no congresso de 2012, quando a indústria prometia investir R$ 18,9 bilhões. É que estava incluído, nessa previsão, o projeto Rio Colorado, da Vale, na Argentina, que somava US$ 5,9 bilhões e cuja implantação a empresa decidiu paralisar. Se concretizados, os novos investimentos anunciados poderão elevar a capacidade brasileira de produção de NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) para 6,973 milhões de toneladas, o dobro da capacidade atual, que é de 3,349 milhões t. Mesmo assim, a dependência brasileira de importações ainda será de 54,3% (hoje é de 74,5%). A produção de Nitrogênio deverá ir de 825 mil t para 3,991 milhões t, a de Fósforo de 2,245 milhões t para 4,106 milhões t e o Potássio de 278 mil t para 720 mil t. A dependência no Fósforo cairá de 57,4% para 22,2% e a de Potássio de 94,5% para 87,5%. Os projetos de expansão serão implementados pelas empresas Vale, Anglo American, MbAC, Petrobras e Galvani. O presidente do Sinprifert (Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes) e presidente do Conselho de Administração da Galvani, Rodolfo Galvani Júnior, disse que o setor enfrenta muitas adversidades para continuar crescendo, destacando o sistema tributário nacional, ?que favorece a importação e pune a produção local, na contramão da tendência mundial?. E destacou a elevada dependência externa de NPK, que é da ordem de 70%, bem acima de países como China (7%), Estados Unidos (36%) e Índia (43%).
Brasil Mineral