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Investimento japonês avança no Brasil

Notícias Gerais

15/06/2012


O Brasil está de olho no Japão. E vice-versa. Depois de registrar um volume recorde de investimentos estrangeiros em 2011, o Brasil quer manter as portas abertas para os japoneses que ocuparam o quarto lugar em volume de investimentos no Brasil, totalizando cerca de U$ 7,536 bilhões (CHF 7,229 bilhões), o equivalente a 10,8% do total, e quase três vezes maior que o ano anterior, segundo o Banco Central. Só em janeiro de 2012 foram U$ 301 milhões (CHF 287 milhões).
Até o início dos anos 80, a atuação japonesa era forte no Brasil. Mas as sucessivas crises econômicas no País levaram a uma retração nos investimentos por parte dos japoneses.;Desde 2004 a economia brasileira voltou a atrair os orientais de forma progressiva, registrando um pico de U$10,7 bilhões (CHF10,3 bilhões) em 2009. Os dados são da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento, Renai, Portal de investimentos do estado de São Paulo, órgão da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, cuja função é auxiliar investidores e estruturas federais e estaduais para facilitar novos empreendimentos no país.
De olhos bem abertos
De acordo com as informações da Japan External Trade Organization, Jetro, no ano passado a metade dos investimentos foi realizada no setor de bebidas, influenciados pela aquisição da brasileira Schincariol pela japonesa Kirin. A Jetro ainda informa que além do fortalecimento dos investimentos no setor finaceiro, o automotivo tem avançado de forma estável e deve continuar assim progressivamente.;Este ano a Toyota abrirá uma fábrica em Sorocaba, no estado de São Paulo e a Nissan anunciou novas instalações em Rezende, no estado do Rio de Janeiro. Como consequência fabricantes de auto peças estão avançando com preparativos para entrar no mercado brasileiro.;Há planos de que a tecnologia japonesa chegue ao Brasil, sobretudo com o uso do ?Smart Grid?, um sitema de tecnologia da informação que analisa dados e melhora o desempenho de uma rede elétrica, visando economizar energia e contribuindo para reduzir emissões de carbono.
Na mira
Os estados de Minas Gerais e São Paulo (ver box), na região Sudeste do Brasil, estão na mira dos japoneses. A região Norte também tem seus atrativos graças à Zona Franca de Manaus. Os dados do Renai indicam que em Minas Gerais os setores metalurgia, papel e celulose, minerais metálicos, borracha e plástico foram os que mais receberam investimentos japoneses chagndo a total de 40% do total das operações no Brasil.;Há grandes grupos japoneses que dominam ou participam do controle acionário de empresas líderes nos setores de mineração como é o caso da Mitsui, que controla 15% das ações da Vale, na siderurgia a Nippon Steel e Sumitomo têm participação na Usiminas. No setor de Papel e Celulose as japonesas controlam a Cenibra por meio da holding Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development, que reúne a Oji Paper, a Itochu e a Nippon Paper.
Liberdade, um bairro japonês na capita paulista
Antecedentes
A experiência dos japoneses com a Copa de 2002 significa um conhecimento especializado na organização de um evento desse porte. Segundo a Jetro, as empresas japonesas têm avaliado as possibilidades para uma atuação siginificativa nos investimentos relacionados à Copa do Mundo de 2014, no Brasil.;Entre as 20 maiores empresas do Japão, 11 estão presentes na América Latina, oito no Brasil e cinco em São Paulo: Toyota, Honda, Toshiba, Mitsubishi e Fujitsu. Apesar do cenário promissor o trabalho dos japoneses para investir no Brasil é árduo. Um dos obstáculos é a distância entre os países. Segundo a Jetro há 350 empresas japonesas no Brasil, pouco em comparação aos outros países do BRIC, Rússia, Índia e China.

Correio do Brasil


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