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Intençõe$ para Goiá$

Notícias Gerais

28/08/2013


A localização geográfica, as riquezas naturais, condições climáticas e outros fatores demonstram que o Estado de Goiás tem muito a crescer, pois estão previstos a implantação de 953 projetos de implantação e expansão de empreendimentos para os próximos quatro anos. Pelo menos é o que apresenta a Pesquisa de Intenção de Investimentos no Estado de Goiás, realizada pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan). De acordo com a pesquisa, até 2016, o Estado de Goiás deve receber R$ 30,2 bilhões em investimentos em diversos setores.
O secretário estadual Giuseppe Vecci (Segplan), confirma que o objetivo da pesquisa é oficializar, em números, o potencial de desenvolvimento que o Estado de Goiás garante aos investidores. ?Não me sinto desconfortável em publicar algo que não é concreto. Acredito que é importante ressaltar o que há de efeito multiplicador e positivo para Goiás?, disse Vecci. De acordo com ele, divulgar os dados funciona como um ?termômetro?, no qual os municípios e os próprios cidadãos goianos podem conhecer o dinamismo da economia do Estado.
O levantamento considera as possíveis instalações de empresas de diversos setores, desde que os dados tenham sido obtidos junto à Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), através de requerimentos do Programa Produzir e de outras fontes como Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO); das aprovações de cartas consultas e da Goiás Fomento. Os dados são concretizados principalmente quando os dados apresentam dupla contagem.
Ranking de Atividades
A atividade de Mineração e Beneficiamento lidera o ranking com 26,7% do total a ser investido, somando mais de R$ 8,08 bilhões; seguido pelo segmento Sucroenergético (21%) e pela atividade de Transporte e Logística (20,4%). Esses três segmentos somam 68,1% do montante a ser investido no Estado.
Conforme afirmação de Giuseppe Vecci, os 22 projetos para a atividade mineral e beneficiamento, concentrados principalmente em Catalão e na região norte do Estado, apresentam grande representatividade à pesquisa. ?O tempo de maturação de projetos nesse segmento são mais longos e ancorados por grandes empresas que querem expandir, como é o caso da Anglo American, Mineração Serra Verde e outros?, enumerou Vecci.
Já para o segmento sucroenergético, até 2016, foram apresentados 17 projetos de ampliação (R$ 6,4 bilhões), ocupando assim a segunda posição na pesquisa. Entretanto, a atividade apresentou queda nos últimos anos devido a crises no setor. Em 2009, a pesquisa apontou que seriam implantadas 88 novas usinas no Estado, com capital que chegava R$ 19 bilhões. Esse montante representava 62% do que seria investido em Goiás. De acordo com Vecci, a crise, agravada nos anos seguintes, pela manutenção de preços da gasolina e a falta de políticas específicas colaboraram com a queda de positividade do setor.
Por outro lado, a Ferrovia Norte-Sul, que deve cortar o Estado; o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Goiânia e; o Aeroporto de Cargas em Anápolis fizeram a diferença no segmento de Transporte e Logística que representa a terceira atividade com mais intenções de investimento para os próximos anos.
Giuseppe Vecci, porém destacou a queda de posição de outros segmentos como a indústria farmoquímica (em 11ª), com R$ 299,5 milhões a serem investidos e; a fabricação de confecções/têxtil/calçados, em último lugar, com R$ 69,9 milhões. ?É interessante compararmos a posição das confecções, que já foram líderes no início da pesquisa e hoje apresentam uma representatividade de 0,2%. Mas, isso é o oposto do que o segmento oferece em vagas de emprego?, contrastou o secretário.
Ranking das Regiões
Do total a ser investido em Goiás, a pesquisa do IMB/Segplan constatou a maior concentração na região metropolitana de Goiânia, com R$ 5,22 bilhões previstos (ou 17,3% dos R$ 30,2 bilhões). Em segundo lugar com R$ 4,3 bilhões (14,1% do total), a região sudeste do Estado foi influenciada principalmente pelos investimentos com a estrada de ferro.
Enquanto isso, o noroeste e o nordeste Goiano, que representam 1,5% e 1,4% respectivamente, mostram a disparidade de investimentos. Embora tenha intenções de reverter a situação, o secretário diz que, ?assim como o Brasil, o Estado de Goiás também tem sua concentração de investimento?.
Brechas
A pesquisa, no entanto não representa o total investido em Goiás, pois apresenta em si duas brechas. Uma delas se refere aos dados contabilizados com base em informações de prováveis investimentos divulgados em veículos de comunicação. E segundo Giuseppe Vecci, ?a pesquisa também não capta a intenção de investimentos provenientes da caderneta de poupança ou de recursos custeados pelo Banco do Brasil. Nesse caso, a intenção de investimentos no agronegócio não entram. Isso significa que o valor investido, no total, pode ser muito maior?, esclarece o secretário.
Mesmo que a pesquisa não capte o que será completamente investido no Estado, para Giuseppe Vecci isso não representa um problema, pois ele também reconhece que os investimentos têm grandes chances de serem concretizados. ?Muitos fatores podem interromper a aplicação financeira em Goiás, afastando investidores. Mas é notável que as intenções cresceram ao longo dos anos?, disse.

Diário da Manhã


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