Início das obras de Angra 3 depende da ?competência? de empreendedores, diz Minc
24/07/2008
Ao anunciar a concessão de licença ambiental prévia para a usina nuclear de Angra 3, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, minimizou na quarta-feira (23) a expectativa pelo início das obras, prevista pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para 1° de setembro. O começo das obras depende da licença de instalação, segunda etapa do processo de licenciamento ambiental.?Não cabe a mim ser otimista ou pessimista em relação a data de início das obras. A bola agora está com os empreendedores. A licença de instalação depende da competência do proponente e da velocidade em apresentar os documentos para cumprir as exigências (listadas na licença prévia)?, apontou Minc.A licença prévia impõe 60 condicionantes para a aprovação do projeto básico da obra, entre elas a solução definitiva para os resíduos, o monitoramento independente da radiação, a construção de estradas e a ?adoção? de um parque ecológico e uma estação ecológica na região da usina. Minc estima que o cumprimento das condicionantes deverá custar cerca de R$ 100 milhões, ?cerca de 1,5% do valor total da obra?.O ministro reconheceu que ?não há solução super definitiva? para os resíduos atômicos de usinas nucleares, mas afirmou que entre a solução ideal e a precária, há uma ?intermediária segura?. ?Não vai se admitir mais o que se tem em Angra 1 e 2, com `piscinas azuis` ao lado do litoral. A Eletronuclear vai ter que arranjar um local, com profundidade adequada, totalmente lacrado, equivalente ao que os europeus fazem?.Na terça-feira (22), Lobão disse que o lixo de Angra 3 será armazenado como é feito em Angra 1 e Angra 2. ?O meio ambiente não pode pedir uma solução que ainda não existe no mundo?.Segundo Minc, a imposição de condicionantes rígidas para Angra 3 não é sinal de implicância com o setor nuclear, e sim, uma prática que será generalizada para todos os licenciamentos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). ?Vai ser democrático, para todo mundo. Mas na razão do volume e do investimento; cada um com seu cada qual?.Durante o anúncio, Minc reiterou as críticas à construção de Angra 3, mas afirmou ?que uma vez decidido (pelo governo)?, teve que dar continuidade ao processo administrativo de licenciamento da usina, iniciado na gestão da ex-ministra Marina Silva.?Como vocês sabem, não sou defensor de Angra 3. Mas o governo havia batido o martelo antes de eu virar ministro. Quando cheguei ao ministério, o licenciamento estava praticamente concluído. Dei seqüência.? (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
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