Indústria da fundição acredita em retomada
22/03/2013
Os bons resultados alcançados em janeiro deste ano pelo setor de fundição, que pareciam ser apenas uma casualidade, poderão se repetir nos próximos meses. Depois de ter as expectativas de crescimento frustradas no ano passado, o segmento comemora dois meses segui- dos de alta na produção, com desempenho positivo de 3,5% em fevereiro. A previsão para o fechamento de 2013 é de incremento de 5% frente ao exercício anterior.
Segundo dados do Sindicato da Gonzaga, a alta de 3,5% pode ser explicada pela demanda reprimida já que, nos últimos anos, as encomendas ficaram abaixo das expectativas iniciais. Além disso, as projeções de um ano mais promissor para a economia do país como um todo já têm levado empresários de vários segmentos a se prepararem para o possível crescimento. E com isso, a procura por produtos fundidos já iniciou o ano aquecida.
Em janeiro, a alta frente ao mesmo mês do exercício anterior foi de 10%, o que gerou urna certa surpresa nos empresários do segmento. Isso porque, em 2012, esperava-se um aumento na produção de 10% e o que de fato se concretizou foi uma elevação de 3,5%, com produção de 1,175 milhão.
Em alguns meses, o segmento chegou a ter resultados negativos, como em julho do ano passado, quando a redução no faturamento chegou a 30%, impulsionada pela queda na produção de caminhões, em decorrência da crise financeira internacional e da obrigatoriamente de implantação do motor Euro 5, movido pelo diesel S50.
Mesmo com o resultado positivo de janeiro, nem mesmo os representantes do Segmento arriscavam a fazer projeções para o fechamento deste ano. Porém, após dois meses seguidos de altas.
Gonzaga já acredita poder esperar um crescimento de pelo menos 5% no final do ano. Passado o Carnaval é que a economia começa de fato a funcionar. E, quando as coisas vão bem após esse período, a tendência é a de o ano se manter aquecido?, afirma.
Colaboram também para o resultado um maior otimismo por parte de outros segmentos da indústria, que dependem de produtos fundidos, como o setor automotivo. Além disso, com a proximidade das Copas das Confederações neste ano e da Copa do Mundo em 2014, espera-se que sejam realizados muito investimentos.
Exportações ? Segundo Gonzaga, pelo que tudo indica, a realidade deste ano será bastante diferente da vivenciada no ano passado. Primeiro, as exportações devem começar a crescer, o que não aconteceu no ano passado. Esperava-se exportar 22% do produzido em 2012 e o que foi vendido ao exterior na verdade foi apenas 9% do que foi produzido.
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também não fluíram na mesma velocidade esperada pelo setor. Por fim, o aumento da concorrência de produtos vindos de outros países, como Estados Unidos, também pesou negativamente.
Diário do Comércio