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Índia projeta US$ 10 bilhões em comércio com o Brasil

Notícias Gerais

14/03/2011


Conhecido mundialmente após o lançamento do compacto Nano, o grupo Tata estuda oportunidades para estacionar com mais vigor no Brasil
O aumento da corrente bilateral em 2011 é pauta de feira de negócios em São Paulo, enquanto executivos da Tata e Aditya Birla sinalizam interesse maior no país.
A Índia transferiu para este ano a meta de crescimento comercial com o Brasil projetada para 2010.
“A meta de intercâmbio com o Brasil é atingir US$ 10 bilhões neste ano”, afirmou o ministro-chefe da embaixada do país asiático em Brasília, Vinod Sachdeva, durante a The India Show, feira de negócios que acontece em São Paulo até segunda-feira (14/3).
O fluxo bilateral cresceu 38% no ano passado, atingindo US$ 7,7 bilhões – sendo US$ 4,2 bilhões para Índia e US$ 3,5 bilhões para o Brasil. Apesar do avanço, a alta ficou abaixo da projeção de Nova Délhi.
Agora, o governo indiano promete realizar desde eventos culturais até fóruns com presidentes de empresas hindu-brasileiras, envolvendo executivos de alto escalão de ambos os países, para discutir oportunidades de negócios.
Do lado brasileiro, a promessa é abrir-se ao diálogo para intensificar o comércio entre os emergentes do Brics (grupo de economias em ascensão, incluindo Chinas, Rússia e África do Sul).
“Em 2002, a Índia não figurava entre os 25 principais parceiros do Brasil. Em 2009, ela apareceu em 14º. Isso mostra que as relações têm condições de crescer”, avalia Alessandro Teixeira, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O brasileiro reconheceu, contudo, que “os países ainda não se conhecem muito comercialmente”. Em junho, Teixeira embarca para Nova Délhi com a missão reforçar as relações Brasil-Índia.
Segundo ele, há espaço para exportar mais calçados e componentes, itens da indústria criativa (especialmente cinema e audiovisual), material de transporte, bens de capital e produtos agrícolas para o mercado indiano.
Hoje, a pauta é dominada por combustíveis – com o Brasil exportando petróleo bruto (US$ 1,25 bilhão em 2010), e importando diesel (US$ 1,7 bilhão).
Mineração, energia e petróleo
Shubhendu Amitabh, líder para América Latina e Caribe da Confederação das Indústrias Indianas (CII), afirma que as empresas de seu país estão dispostas a entrar nos setores de mineração, energia elétrica e petrolífero brasileiros. “Temos muito interesse no Brasil”, diz.
Atual presidente corporativo e de desenvolvimento da gigante Aditya Birla – grupo ramificado nos setores químico, siderúrgico e têxtil -, Amitabh diz ter ocorrido avanços na identificação de interesses comerciais nos últimos. “O importante em relações bilaterais é o movimento ser contínuo, nunca parar”, frisou.
Tata avalia oportunidades
Conhecido mundialmente após o lançamento do compacto Nano, veículo mais barato do globo, o grupo Tata estuda oportunidades para estacionar com mais vigor no Brasil.
“Estamos estudando todas as oportunidades existentes”, sinaliza o presidente da Tata Internacional, Vivek Tamhane.
O executivo não revela as áreas de possíveis aportes, mas indica que se “aparecer um negócio atraente, a Tata virá com investimentos”.

Brasil Econômico


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