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Índia flerta com o Brasil

Notícias Gerais

14/10/2010


A gigante indiana Tata Steel está flertando abertamente com o Brasil. Notícia divulgada ontem revelou que a empresa se refere ao País como “sócio natural da Índia na América Latina”. Segundo o vice-presidente da empresa, Balasubramanian Muthuraman, a região ainda não tem sido explorada de maneira suficiente pelas empresas indianas. Para o executivo da Tata Steel, o Brasil é um país que se abriu mais nos últimos sete ou oito anos na comparação com qualquer outro país da América Latina.
O interesse pelo Brasil não é fortuito. A América Latina deverá ser um dos lugares onde a Índia terá de buscar recursos naturais à medida que o crescimento de sua população provocar o esgotamento de suas próprias fontes energéticas. Por isso, o minério de ferro está no centro das atenções, mas não apenas da Índia. Ontem, foi veiculado na imprensa mundial que as importações do minério de ferro feitas pela China cresceram 17,9% em setembro em relação a agosto, o que demonstra que os cortes na produção exigidos pelo governo não reduziram a demanda daquele que é o consumidor mais voraz do produto no mundo. No mês passado, o governo chinês ordenou que os maiores fabricantes de aço do país cortassem ou interrompessem completamente a produção para cumprir metas de redução do consumo de energia elétrica. Mas a redução não teve nenhum reflexo na importação do minério.
Para o banco de investimento Morgan Stanley, os chineses retomaram as atividades em suas siderúrgicas. Com a retomada da produção, existe o aumento na demanda por matéria-prima. As exportações brasileiras de minério para a China somam atualmente 22% do total importado pelo país, valor que está dentro da média histórica. O crescimento da participação brasileira nas vendas aos chineses é decorrente da redução das exportações indianas. Segundo o relatório gerado pelo Morgan Stanley, o enfraquecimento da Índia nesse momento já era esperado, pois ele se deve à temporada de chuvas no país.
No Brasil, o aço chinês ganha uma projeção cada vez maior, na medida em que ele está impedindo que as siderúrgicas locais recomponham seus preços. As importações fizeram com que as siderúrgicas brasileiras zerassem seus preços diante do aço importado.

DCI


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