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Índia eleva taxas de frete do minério e exportações podem cair

Notícias Gerais

30/03/2010


A empresa estatal de ferrovias India Railways aumentou as taxas de frete do minério de ferro em 100 rupias (US$ 2,22) por tonelada, com efeito a partir de 1º de abril. A medida pode prejudicar as exportações do terceiro maior fornecedor de minério de ferro do mundo. No dia 17 de março, as taxas haviam sido elevadas em 300 rupias por tonelada.
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Os preços do minério da Índia provavelmente vão subir, afetando sua competitividade diante de concorrentes como Brasil e Austrália. A Índia vende a maior parte do minério que produz por meio do mercado à vista, principalmente para a China, enquanto os concorrentes vendem por meio de contratos de longo prazo.
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?O número de solicitações (para exportação) diminuiu nos últimos dias?, disse Siddharth Rungta, presidente da Federação das Indústrias de Mineração Indianas. Rungta acrescentou que os compradores podem agora se tornar mais cautelosos ao contratar minério de ferro da Índia por causa das frequentes mudanças nas taxas de frete. As taxas de frete agora correspondem a cerca de 80% do custo do minério, bem mais do que os 65% que custavam antes dos aumentos, deacordo com Rungta.
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Dados da Federação das Indústrias de Mineração Indianas indicam que a Índia exportou 76,5 milhões de toneladas de minério de ferro entre abril e dezembro do atual ano fiscal, mais do que as 66,5 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. O setor esperava que os embarques diminuíssem entre 15% e 20% no próximo ano fiscal, que começa em abril, depois da primeira rodada de aumentos na taxa de frete.
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Agora, os executivos acreditam que a queda será ainda maior. A valorização da rupia diante do dólar, que chegou a atingir a máxima dos últimos 19 meses hoje, também vai ajudar a elevar o preço do minério de ferro indiano. A combinação de taxas de frete mais altas e rupia mais forte pode acabar com as esperanças dos exportadores indianos de ganhar com um esperado aumento dos preços dos contratos de longo prazo que estão atualmente sendo negociados entre siderúrgicas chinesas e as mineradoras globais Vale, Rio Tinto e BHP Billiton.

Agência Estado


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