Representantes do governo federal defendem ecossistema de investimentos e incentivos específicos para minerais críticos e estratégicos
10/06/2026
Tema foi debatido no Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos, realizado pelo IBRAM em Brasília.
Representantes do governo federal e do Congresso defenderam, nesta terça-feira (9/6), em Brasília, a construção de um ecossistema de investimentos, incentivos financeiros e políticas públicas para transformar o potencial brasileiro em minerais críticos e estratégicos em cadeias produtivas de maior valor agregado. O tema foi debatido no painel “Iniciativas governamentais sobre desenvolvimento da Cadeia Produtiva para Minerais Críticos e Estratégicos”, durante o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos de 2026, realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Para o deputado federal Arnaldo Jardim, relator do Projeto de Lei 2780/2024 (que institui a política nacional para os minerais críticos), o fortalecimento da mineração estratégica exige visão de longo prazo baseada em uma política de Estado. Segundo ele, o país precisa ir além da simples exportação de commodities e construir um ambiente capaz de estimular investimentos integrados e agregação de valor. “Não bastam investimentos isolados; é necessário constituir um ecossistema que dê suporte e sentido a esses investimentos”, afirmou.
Instrumentos financeiros e mapeamento de gargalos
A secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Ana Paula Lima Vieira Bittencourt, representou o ministro Alexandre Silveira no evento. Ela afirmou que um grupo técnico do governo vem mapeando projetos e identificando gargalos para definir políticas públicas capazes de atrair os investimentos necessários ao desenvolvimento das cadeias de minerais estratégicos.
“Identificamos a possibilidade de avançar em debêntures de infraestrutura. Também identificamos a importância de um fundo garantidor e de incentivos financeiros”, afirmou. De acordo com a secretária, embora o Brasil possua grandes reservas minerais, ainda existe uma diferença significativa entre o potencial geológico do país e sua capacidade de produção em escala. Para ela, é necessário ampliar o conhecimento geológico, acelerar a pesquisa mineral e criar condições para atrair capital de risco e investimentos de longo prazo.

Potencial geológico e cadeias produtivas
Na mesma linha, o diretor do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Insumos e Materiais Intermediários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Carlos Leonardo Teófilo Durans, apontou que um dos principais desafios é conectar o potencial geológico brasileiro ao desenvolvimento de cadeias produtivas mais sofisticadas.
“Temos que saber concatenar essa janela de oportunidade da transição energética com o potencial geológico que o Brasil possui para avançar nas cadeias produtivas”, afirmou.
Patrocinadores e apoiadores
O Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026 conta com o patrocínio das empresas BHP e Vale Base Metals (categoria Master), Norsk Hydro e Lundin Mining (categoria Diamante), além de Borborema Recursos Estratégicos e Taboca S.A. (categoria Prata).
O evento também conta com o apoio institucional de importantes entidades públicas e privadas, entre elas a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Associação Brasileira de Engenheiros de Mineração (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência Nacional de Mineração (ANM), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Associação Brasileira de Geossintéticos (IGS Brasil), Mining Hub, Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Espírito Santo (Sindirochas) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
A iniciativa conta ainda com o apoio editorial de veículos especializados e de alcance nacional, entre eles Brasil Mineral, BNews, Cidades e Minerais, Conexão Mineral, EaeMáquinas, In The Mine, Mineração e Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo, 2A+ Mineração e ClimaTempo.