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Impulsionado pela Vale, pregão ignora os EUA e fecha em alta

Notícias Gerais

27/03/2008


Pelo segundo dia seguido, Bovespa aproveitou-se de notícias corporativas positivas para fechar em alta, mesmo que os pregões não tenham sido positivos nas Bolsas americanas. Se na véspera os boatos sobre a descoberta de um campo de petróleo no Maranhão fizeram com que as ações da Petrobras subissem mais de 5% e levassem a Bolsa paulista junto, ontem foi a vez da Vale do Rio Doce ser a protagonista, após desistir de comprar a concorrente anglo-suíça Xstrata.
O Ibovespa ? principal indicador da Bovespa ? subiu 0,30%, aos 61.415 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6 bilhões, dentro da média diária desse ano, com cerca de 202 mil negócios realizados.
Com mais entrada de divisas na Bolsa e a desvalorização do dólar ante outras moedas no mercado internacional, a cotação da moeda americana fechou com recuo de 0,28%, vendida a R$ 1,727.
Apesar do descolamento momentâneo causado por notícias pontuais internas, espera-se que a Bovespa volte logo a seguir o mercado americano.
Vale
O que trouxe fôlego para a Bovespa descolar de novo das bolsas americanas foi a Vale. Os papéis da mineradora subiram com o anúncio da desistência na compra da Xstrata. O mercado viu no movimento a disposição da Vale de não fazer nenhuma loucura para realizar aquisições ? o que, para o caixa da empresa e o dividendo aos acionistas, é saudável.
? Além disso, nada impede que a Vale faça outras aquisições, buscando opções que agreguem tanto valor quanto a Xstrata. A Inco, por exemplo, foi comprada por um valor menor (US$ 17 bilhões, ante os US$ 90 bilhões oferecidos pela Xstrata) e agregou muito valor à Vale ? explicou Eduardo Roche, gerente de análise da Modal Asset Management.
Executivos ligados à Vale disseram que a Xstrata, mesmo fechado o negócio, queria manter a comercialização do minério, o que não agradou os acionistas da empresa brasileira e azedou o acordo. Com a notícia, os papéis preferenciais classe A da mineradora avançaram 4,56%, enquanto que as ordinárias ganharam 4,36%. Já na Europa, os acionistas da Xstrata acusaram o golpe. Os papéis da mineradora recuaram 5,2%, colaborando para que as bolsas européias também recuassem.

Jornal do Brasil


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