IBRAM participa de diálogo ministerial sobre minerais críticos para a transição energética, na COP30
17/11/2025
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) marcou presença no evento “Das Minas às Redes: Diálogo Ministerial sobre Minerais Críticos para a Transição Energética”, realizado na Bluezone durante a COP30 e promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa reuniu autoridades governamentais, líderes da indústria, instituições financeiras e representantes da sociedade civil para discutir como cadeias de suprimentos sustentáveis de minerais críticos podem apoiar a expansão de sistemas de energia modernos, confiáveis e interconectados.
O vice-presidente do IBRAM, Fernando Azevedo, destacou a importância estratégica do setor mineral brasileiro para a transição energética global. Em sua fala, enfatizou o compromisso da mineração com práticas responsáveis, inovação tecnológica e sustentabilidade, ressaltando que minerais como o cobre são essenciais para a infraestrutura de transmissão e a expansão das redes de energia.
O diretor de Sustentabilidade e Assuntos Associativos, Rinaldo Mancin, também representou o Instituto, contribuindo para o debate sobre a necessidade de cadeias de suprimentos seguras, acessíveis e ambientalmente responsáveis, capazes de acompanhar a crescente demanda por eletrificação e novas cargas industriais, especialmente em economias emergentes.
Para Mancin, a cooperação internacional é um dos pilares para que países ricos em minerais avancem rumo a uma economia de baixo carbono. “Quando conseguimos estruturar acordos que tragam investimento, transferência de tecnologia e harmonização de padrões ESG, criamos condições para agregar valor localmente e participar de forma mais qualificada das cadeias globais. A mineração tem um papel estratégico nesse processo, mas isso exige governança sólida, previsibilidade regulatória e alinhamento com as melhores práticas internacionais”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a transição energética só será completa se for inclusiva. Nenhuma transformação sustentável acontece sem o envolvimento das comunidades que vivem nos territórios mineradores: “Precisamos garantir que os benefícios cheguem a elas por meio de educação, qualificação, desenvolvimento de conteúdo local e participação efetiva nas decisões. A mineração do futuro deve ser mais resiliente ao clima, mais inovadora e também mais justa. Isso significa incorporar diversidade, fortalecer capacidades locais e construir desenvolvimento compartilhado”, disse.
O evento contou também com a participação de ministros e vice-ministros de países como Brasil, Reino Unido, Arábia Saudita, Canadá, Austrália, Indonésia, Chile, China, África do Sul e Japão; executivos de empresas como Vale, BHP, Anglo American, Hydro, Hitachi e do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM); representantes de instituições financeiras como a Corporação Financeira Internacional (IFC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco Mundial – Prática Global de Energia e Extrativos e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); além de membros da sociedade civil, como o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS).
Participação do IBRAM na COP30
O IBRAM agradece às empresas do setor mineral que apoiam sua presença na COP30. São elas: Alcoa; Anglo American; AngloGold Ashanti; BHP; CBA; CBMM; COPELMI; Kinross; Mineração Taboca; Mosaic; Norsk Hydro; Samarco; Vale.