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IBRAM aponta mineração e conhecimento como chave para desenvolver cadeias de minerais críticos no Brasil

02/09/2026


Diretor-presidente do Instituto, Pablo Cesário, participou de painel promovido pela ABDI sobre recursos, investimentos e desenvolvimento da cadeia

O Brasil vive um momento de mudança na percepção sobre a importância estratégica da mineração para o desenvolvimento econômico e tecnológico. A avaliação foi apresentada pelo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, durante a segunda edição do Café com a Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF).

Pablo Cesário participou do painel “Minerais críticos no Brasil: recursos, investimentos e desenvolvimento da cadeia”, que reuniu representantes do setor mineral, da indústria e do governo para discutir oportunidades e desafios relacionados ao desenvolvimento dessas cadeias no país. Para Pablo, o setor vive uma inflexão na forma como a sociedade percebe a mineração, hoje associada por ele à construção do futuro econômico e tecnológico. “Estamos numa inflexão. A gente conseguiu mudar a percepção do público sobre isso, porque o setor não é uma questão de discurso, o setor mudou. O mundo mudou, o futuro que a gente tem a construir passa pela mineração e a gente tem um setor privado com uma enorme responsabilidade de fazer com que isso aconteça”, afirmou.

Segundo o diretor-presidente do IBRAM, essa mudança de percepção aparece também no consenso que, em sua avaliação, se formou em torno da importância dos minerais críticos para o país. “Isso mostra que o Brasil, com toda a diversidade que existe, toda a diversidade de opiniões que a gente pode ter, chegou a um consenso. Isso é um marco histórico, isso é uma inflexão para nós todos”, afirmou.

IBRAM aponta mineração e conhecimento como chave para desenvolver cadeias de minerais críticos no Brasil
Café com a Indústria – crédito: divulgação

EXPOSIBRAM 2026

Pablo também destacou a realização da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), encerrada na semana passada em Belo Horizonte (MG). O evento recebeu 112 mil visitantes e contou com 16 delegações internacionais. 

Tecnologia e financiamento

Para Pablo, o desenvolvimento dos minerais críticos exige mais do que a exploração dos recursos. É necessário ampliar o domínio tecnológico e estruturar as cadeias de valor. “O futuro é um binômio. É mineração mais conhecimento”, disse.

O diretor-presidente defendeu a integração entre empresas e centros de pesquisa brasileiros e internacionais para desenvolver tecnologias ao longo das cadeias. Segundo ele, também é preciso considerar as características específicas de cada mineral na formulação das políticas públicas. Pablo também destacou a necessidade de criar condições adequadas de financiamento, especialmente para pequenas e médias empresas. 

Outro desafio, segundo ele, é o prazo necessário para desenvolver um projeto mineral. “Os prazos para um projeto mineral no Brasil não param de crescer. Em média, são 17,2 anos da descoberta da reserva até começar a faturar. Isto restringe investimentos”, afirmou.

Além de Pablo Cesário, participaram do painel Miguel Nery, gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM); Roberto Xavier, diretor executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB); e Marisa Cesar, presidente do Conselho de Administração da AMC. A mediação foi realizada por Jorge Boeira, analista de Produtividade e Inovação da ABDI e mestre em Geociências.


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