IBRAM apresenta iniciativas de economia circular na mineração em reunião internacional no Peru
13/10/2026
Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto, Cinthia Rodrigues representou o IBRAM e o setor mineral em encontro preparatório às discussões internacionais sobre normalização da economia circular.
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresentou, na última segunda-feira (12/10), em Lima, no Peru, trabalhos relacionados à economia circular na mineração durante a reunião da Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (COPANT, na sigla em espanhol). A participação brasileira integrou a programação de apresentação de casos dos países e antecedeu as discussões da reunião do comitê técnico ISO/TC 323, dedicado à economia circular, da Organização Internacional de Normalização (ISO).
O IBRAM foi representado por Cinthia Rodrigues, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento. A delegação brasileira participou por meio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Durante a apresentação, Cinthia compartilhou experiências do setor mineral brasileiro relacionadas ao reaproveitamento de rejeitos e resíduos, à recuperação de materiais e ao desenvolvimento de novas rotas tecnológicas. Entre os exemplos estão a recuperação de minerais a partir de rejeitos e escórias, o uso de resíduos na produção de materiais para a construção civil e o aproveitamento de resíduos do processamento mineral na agricultura.

O IBRAM também apresentou dados sobre a adoção de práticas circulares na mineração brasileira. Em 2023, o setor gerou 4,9 milhões de toneladas de resíduos não minerais, dos quais 3,5 milhões de toneladas foram recicladas, reprocessadas ou reutilizadas. Em 2024, os investimentos em iniciativas de economia circular somaram R$ 420 milhões. Além disso, 27% das empresas informaram utilizar rejeitos ou estéril em práticas de circularidade.
Outro destaque foi o trabalho de sistematização e disseminação de boas práticas desenvolvido pelo Instituto por meio de duas edições de uma publicação sobre economia circular na mineração. A primeira, lançada em 2022, reuniu 25 casos de 11 empresas. A segunda edição, de 2024, ampliou o levantamento para 29 casos de 14 empresas, com exemplos de reaproveitamento de rejeitos e estéril, recuperação de resíduos não minerais, novas rotas de processamento e simbiose industrial.