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IBRAM e ICMM promovem seminário ?Mineração, Competitividade e Política sobre o Clima?

Notícias Gerais

23/05/2013


23/05/2013 – Com a participação de representantes do governo federal, organizações empresariais, organizações não governamentais e especialistas nas áreas de mineração e meio ambiente, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM ? www.ibram.org.br), em parceria com o International Council on Mining & Metals (ICMM), promoveu no dia 22, em Brasília, o seminário ?Mineração, Competitividade e Política sobre o Clima?.O encontro, realizado na sede do IBRAM, contou com a presença de mais de 50 interessados no tema e teve como objetivo abordar questões relacionadas às políticas sobre o clima por meio de rodadas de discussões com os diversos atores do setor. A proposta é colher subsídios para aportar conhecimentos sobre como a mineração vem tratando as mudanças climáticas.
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O Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, abre o seminário com informações sobre os projetos desenvolvidos pelo IBRAM.
Ao abrir o seminário, Rinaldo Mancin, Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, disse que a Instituição vem desenvolvendo ações no tema Mudanças Climáticas para ampliar o conhecimento setorial sobre o assunto. Lembrou, ainda, que o IBRAM colaborou de forma decisiva para a consecução do Plano Setorial de Mineração, de baixa emissão de CO2, conduzido pelo Ministério de Minas e Energia.Entre os trabalhos desenvolvidos hoje pela Instituição, Mancin destaca o 1º Inventário de Gases de Efeito Estufa do Setor Mineral, o projeto da obtenção de recursos do Fundo Clima para uma plataforma de sustentabilidade da mineração e a criação de guia de boas práticas para o planejamento de fechamento de mina. Destaca também que o IBRAM está realizando o 2º Inventário de GEE na mineração, que deverá ser concluído até dezembro deste ano.Entre os diversos assuntos tratados no evento, foi discutido o panorama internacional de mudança climática. Felipe Ferreira, representante do Ministério das Relações Internacionais, fez uma retrospectiva sobre o regime internacional de mudança do clima. Durante a retrospectiva, Felipe destacou o inicio das discussões na conferência Rio 92, que posteriormente evoluiu para a criação do protocolo de Kyoto, desenvolvido a partir de 1997.O primeiro período de mensuração das metas do protocolo durou entre 2005 e 2012. Felipe destaca que o Protocolo cumpriu os objetivos propostos. No entanto, sua eficiência é discutível. ?O Protocolo de Kyoto é o único instrumento juridicamente vinculante que determina critérios quantificáveis para todos os pontos do combate as mudanças climáticas?, disse.Durante o dia, o tema principal dos debates foi o combate às mudanças climáticas, quando foram destacados tópicos importantes para redução de emissão de poluentes. Nesse sentido, Paula Bennati, representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), faz um paralelo entre o Plano Indústria e o Plano de Mineração. Ambos buscam minimizar os agravos ao meio ambiente e desenvolver métodos sustentáveis de exploração de cada setor. Paula deu destaque ao Plano Indústria, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC), que foi aprovado recentemente pelo Governo.; Cláudia Salles, Gerente de Assuntos Ambientais do IBRAM, discursa a respeito da atuação da Instituição na temática mudanças climáticas.
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Cláudia Salles, Gerente de Assuntos Ambientais do IBRAM, falou a respeito da atuação da Instituição na temática mudanças climáticas. Ela fez um panorama da mineração do Brasil demonstrando o crescimento vertiginoso do setor na última década, citando também investimentos previstos de R$ 75 bilhões para os próximos quatro anos.;Cláudia explicou que o ano de 2009 foi um dos mais importantes para as questões climáticas, devido a COP 15 ? reunião extraordinária entre os principais chefes de Estado presentes à 15ª Conferência da ONU sobre Clima ? e a promulgação da Política Nacional das Mudanças Climáticas. Essa política trata de três grandes eixos: redução dos desmatamentos e queimadas, construção de uma economia de baixo carbono e adaptação a eventos extremos. Além disso, estabelece planos setoriais. No viés mineração, define uma política para economia de baixo carbono.Representantes do governo federal, organizações empresariais, organizações não governamentais e especialistas nas áreas de mineração e meio ambiente participam do seminário.
Como resultado dos eventos ocorridos em 2009, Cláudia salientou que o IBRAM buscou entender o comportamento do setor com relação à emissão de carbono. O IBRAM elaborou um Inventário com foco na extração e processamento físico das tipologias minerais que, naquela data, representavam 90 por cento da mineração brasileira em termos de valor. O Inventário constatou que a principal relação do setor com a emissão de carbono é devido à queima de combustíveis fósseis utilizados no transporte e manuseio de minérios.;;
O custo da precificação do carbono também esteve no debate durante o dia. Simone Cooper, do ICMM, sugeriu a necessidade de avaliar a melhor maneira de desenvolver políticas de modo a obter uma transição para economia de baixo consumo de carbono sem comprometer a capacidade das indústrias nacionais de competir.Jonh Drexhage, do ICMM, trouxe a tona um relatório com o tema ?Adaptações às mudanças climáticas: implicações para a indústria de mineração e metais? com o objetivo de detalhar um pouco mais os riscos climáticos para as operações físicas do setor de mineração e metais. Segundo John, o relatório explora como essas empresas podem começar a elaborar e desenvolver estratégicas para lidar com esses riscos. ?É fundamental para o setor compreender impactos das mudanças climáticas, pois elas apresentam riscos físicos nas operações, visto que essas indústrias estão localizadas em áreas geográficas desafiadoras?.Após várias horas de debate, Karen Cope, do Ministério do Meio Ambiente, analisou que este momento vivido por todos os presentes ao encontro foi de extrema utilidade, pois poderá contribuir para a geração de novos conhecimentos, capazes de perenizar os diversos setores da economia dentro de uma ótica sustentável e socioambiental. Para ela, levar novas questões para debates no IBRAM é sempre uma ocasião proveitosa e esclarecedora. Passou como desafio para o IBRAM identificar o custo financeiro de adaptação das empresas para os eventos climáticos previstos regionalmente e como esses eventos poderão ser minimizados.Representantes do governo federal, organizações empresariais, organizações não governamentais e especialistas nas áreas de mineração e meio ambiente participam do seminário.
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IBRAM ? Profissionais do Texto


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