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IBRAM destaca papel da mineração na transição energética durante Pré-COP31

07/10/2026


Em painel na CNI, Pablo Cesário destacou a importância dos minerais críticos para a transição energética e defendeu a integração entre descarbonização, competitividade e desenvolvimento produtivo.

A transição para uma economia de baixo carbono começa no subsolo. Minerais críticos e estratégicos são matéria-prima para tecnologias como veículos elétricos, baterias, painéis solares e turbinas eólicas, colocando a mineração no centro dos debates sobre clima e segurança energética. Foi a partir dessa perspectiva que o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) participou, nesta quarta-feira (7/10), em Brasília, do evento Pré-COP31: o papel do setor privado na agenda de clima, realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O diretor de Relações Institucionais e diretor-presidente interino do IBRAM, Pablo Cesário, integrou o painel “Segurança energética e mineração: financiando uma transição justa”. Ele destacou que mineração e descarbonização fazem parte de uma mesma equação e que o Brasil tem a oportunidade de ampliar sua relevância nas cadeias globais, não apenas como fornecedor de commodities, mas também como protagonista na industrialização, na rastreabilidade e na governança dos minerais críticos e estratégicos.

IBRAM destaca papel da mineração na transição energética durante Pré-COP31
Painel “Segurança energética e mineração: financiando uma transição justa” – crédito: divulgação

Cesário ressaltou ainda que o avanço da agenda climática precisa considerar a integração entre diferentes setores da economia. Mineração, energia, siderurgia, transportes e outras indústrias de base estão conectados nas cadeias produtivas e podem contribuir conjuntamente para a redução das emissões. Para o IBRAM, o desafio é conciliar a ambição climática com competitividade, segurança energética e desenvolvimento produtivo, criando condições para que a descarbonização também impulsione inovação, investimentos e produtividade.

Nesse contexto, o diretor destacou a importância de aproximar políticas climáticas, industriais e instrumentos financeiros, ampliando o acesso a recursos para projetos de baixo carbono. O IBRAM tem atuado na produção de conhecimento e na identificação de caminhos tecnológicos para a descarbonização da mineração, incluindo alternativas como eletrificação, energias renováveis, biocombustíveis, eficiência energética e automação. A avaliação do Instituto é que o Brasil reúne vantagens estratégicas, como uma matriz energética favorável, diversidade mineral e potencial de industrialização, que podem contribuir para a construção de cadeias minerais mais sustentáveis, competitivas e alinhadas à transição energética global. O evento também contou com a participação da gerente de Sustentabilidade do IBRAM, Claudia Salles.


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