IBRAM destaca papel estratégico da Bahia para a mineração responsável no Seminário de Mineração da Bahia
10/08/2026
Bahia figura entre os estados que apresentam evolução na produção mineral.
A importância da Bahia para o desenvolvimento da mineração brasileira e seu protagonismo na agenda da transição energética marcaram a participação do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) na 8ª edição do Seminário de Mineração da Bahia (SEMBA 2026). Realizado entre os dias 5 e 7 de agosto, no Centro de Convenções de Feira de Santana, o evento reuniu mais de 600 participantes, entre pesquisadores, lideranças do setor, autoridades públicas e representantes da sociedade, para discutir mineração responsável, inovação tecnológica, inteligência artificial, transição energética e novos investimentos no estado.
A cerimônia de abertura reuniu representantes do setor produtivo e dos governos estadual e municipal, entre eles o presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Minerais da Bahia (SINDIMIBA), Edvaldo Amaral; o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos; o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Williame Medeiros; o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), João Carlos Oliveira; e a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC), Márcia Cristina.
O gerente de Relações Institucionais, Daniel Vieira, representou o IBRAM e apresentou a palestra magna. Vieira fez um panorama da mineração brasileira e destacou o papel estratégico da Bahia para o desenvolvimento do setor, em termos de investimentos e expectativa de produção mineral. Segundo dados do Instituto, o estado ocupa a terceira posição entre os que registram maior expansão da atividade mineral, atrás apenas de Minas Gerais e do Pará.
Daniel Vieira ressaltou que a Bahia possui uma das matrizes minerais mais diversificadas do país, com produção de ouro, ferro, níquel, vanádio, rochas ornamentais, grafita, urânio e agregados para a construção civil, entre outras substâncias essenciais. Essa diversidade, aliada a políticas públicas estruturadas e ao trabalho desenvolvido pela CBPM na pesquisa geológica e na implantação de novos projetos, coloca o estado em posição privilegiada para atender à crescente demanda global por minerais estratégicos impulsionada pela transição energética. “Promover o diálogo transparente e contínuo com todos os atores da sociedade é o pilar fundamental para construirmos a mineração do futuro. Estar ao lado de prefeitos, deputados, autoridades locais, sindicatos, academia e da população é indispensável para que a mineração industrial não seja vista apenas como uma atividade econômica, mas como um vetor real de desenvolvimento sustentável, inovação e legado positivo para os municípios baianos e para o Brasil”, afirmou Daniel Vieira.

O gestor do IBRAM ainda destacou a relevância de IBRAM, entidades parcerias, como o SINDIMIBA, a FIEB, a CBPM, o governo estadual e as empresas do setor mineral atuantes na Bahia terem essa oportunidade de conduzir discussões sobre a agenda de futuro da indústria da mineração estadual e nacional. “Este foi um movimento de aproximação institucional que fazemos questão de integrar por compreender que nós, agentes do setor mineral, precisamos estar alinhados para superar desafios e propor rumos para a expansão sustentável dessa indústria, sempre embasada em boas práticas”, disse.