Na Semana do Clima de NY, IBRAM defende articulação global para minerais críticos em evento do CEBRI
23/09/2026
O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, se posicionou favorável a uma maior coordenação entre governos, empresas e centros de pesquisa para ampliar a oferta de minerais críticos necessários à transição energética. Ele participou, nesta terça-feira (22/9), de um evento paralelo à Semana do Clima de Nova York, o Lead Discussant Invitation – Energy Transition Minerals, dedicado ao debate sobre minerais críticos e a transição energética. Este evento foi organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).
Pablo Cesário destacou a aprovação, no Brasil, de uma nova política para minerais críticos e estratégicos, que cria uma estrutura de governança envolvendo diferentes áreas do governo federal. “Isso é muito mais do que mineração. Existem várias políticas voltadas para o setor, mas, principalmente, trata-se de uma política sobre como criar cadeias de valor em torno dele”, afirmou.
O diretor-presidente do IBRAM também ressaltou a necessidade de investimentos de longo prazo para viabilizar novos projetos. Segundo ele, uma operação de mineração leva, em média, 17,2 anos para começar a funcionar no Brasil, o que exige investidores “pacientes, especializados e estratégicos”.

Pablo Cesário destacou ainda a necessidade de maior integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa para acelerar o desenvolvimento tecnológico. No cenário internacional, chamou atenção para a necessidade de cooperação entre países. “A maioria dos países está tentando resolver por conta própria um problema que, por definição, é coletivo”, disse.
Para ele, além do financiamento, o desenvolvimento tecnológico é um dos principais desafios. Cesário defendeu maior integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros para acelerar a inovação e reduzir custos. Pablo Cesário também ressaltou a necessidade da construção de mecanismos internacionais de cooperação para minerais, semelhantes aos existentes em outros setores, mas alertou que esses acordos precisam evitar relações desequilibradas entre países e empresas.