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IBRAM apresenta propostas para ampliar produção de minerais críticos e reduzir importação de fertilizantes, na CBME 2025

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24/09/2025


A importância dos minerais críticos para a transição energética mundial e a dependência brasileira da importação de fertilizantes foram temas debatidos nesta terça-feira (23/9), durante o 1º Congresso Brasileiro de Minas e Energia (CBME 2025), realizado em Brasília (DF). A coordenadora de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Elena Renovato, participou do painel e apresentou as perspectivas do setor mineral sobre os desafios e as oportunidades ligados à segurança no suprimento de insumos estratégicos para o país.

Elena destacou a necessidade urgente de fortalecer a pesquisa geológica e o mapeamento mineral do território nacional, como base para ampliar o conhecimento sobre as reservas existentes e identificar novas fontes de minerais críticos. Também reforçou a importância de desenvolver uma cadeia de valor mineral no Brasil, com foco na agregação de valor à produção nacional e na redução da dependência externa.

Segundo ela, um dos grandes desafios do setor mineral é atrair investimentos alinhados ao crescimento econômico e à responsabilidade socioambiental. Nesse sentido, a mineração brasileira busca promover um modelo de desenvolvimento que equilibre a produção de recursos minerais com a conservação ambiental pautada pelo ESG e pela constante busca por boas práticas internacionais e sustentáveis.

IBRAM apresenta propostas para ampliar produção de minerais críticos e reduzir importação de fertilizantes, na CBME 2025
1º CBME 2025 – crédito: divulgação

Elena Renovato também ressaltou o protagonismo da mineração no contexto da transição energética, segurança alimentar e da nova geopolítica mundial que se apresenta, enfatizando que os minerais críticos e estratégicos são insumos essenciais para o desenvolvimento de novas tecnologias, para a redução das desigualdades e dependência externa de insumos para fertilizantes. Segundo ela, o Brasil possui potencial para se tornar um dos grandes players globais desses materiais, desde que invista em conhecimento geológico, inovação e que tenhamos uma Política de Minerais Críticos e Estratégicos, que aporte previsibilidade, governança e diretrizes de fomento à cadeia produtiva.

O painel contou ainda com a participação da Subsecretária de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, Marisa Maia de Barros, Bernardo Silva, diretor Executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-primas para Fertilizantes (SINPRIFERT); Lúcio Rabelo, assessor da Presidência da Potássio do Brasil; João Orestes Schneider Santos, CEO da Fertilizantes da Amazônia S.A. (FASA); e Roberto Perez Xavier, diretor-executivo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa Mineral (ADIMB).

 


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