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IBRAM apresenta cenário da mineração brasileira no MINERA GO

Notícias Gerais

12/12/2023


O cenário da mineração brasileira e a agenda política regulatória foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), representado pela gerente de Pesquisa e Desenvolvimento, Cinthia Rodrigues, durante o  “MINERA GO”. O evento é organizado pela Comissão de Minas e Energia do poder legislativo do estado de Goiás, começou hoje e segue até amanhã (13/12) com uma extensa programação relacionada aos resultados do Plano Estadual de Recursos Minerais (PERM).

IBRAM apresenta cenário da mineração brasileira no MINERA GO
Evento de Fechamento do Plano Estadual de Recursos Minerários de Goiás. Crédito: Divulgação

A gerente do IBRAM exibiu números que evidenciam o potencial transformador e o progresso socioeconômico que a indústria mineral proporciona à sociedade. “Até 2027, o setor prevê investimentos de US$ 50 bilhões, deste total, mais de US$ 6,5 bilhões são investimentos socioambientais. Além disso, atualmente a mineração emprega mais de 208 mil pessoas diretamente”, afirmou Cinthia. Ela também lembrou que no terceiro trimestre deste ano o saldo da balança comercial do setor mineral foi de US$ 8,64 bilhões, que equivale a 32% do saldo da balança comercial brasileira.

Cinthia Rodrigues reforçou a importância de uma Agência Nacional de Mineração fortalecida. “Na nossa visão, é necessário que os recursos destinados sejam de fato aplicados nessa e em outras instituições ligadas à mineração. Só assim teremos órgãos com mão de obra qualificada e capaz de fiscalizar o setor e também de trabalhar em pesquisa e tecnologia que permitam competir com o resto do mundo”. Atualmente o órgão encontra-se fragilizado em termos de orçamento, equipamentos, infraestrutura e pessoal.

Cinthia Rodrigues, durante o  “MINERA GO” – crédito: divulgação

A representante do IBRAM ainda lembrou da necessidade de melhorar os mecanismos de financiamento para o setor, com criação de novas alternativas de crédito, principalmente focadas no estágio inicial dos projetos.

Ela também ponderou sobre a necessidade de o Brasil gerar e disseminar conhecimento geocientífico com excelência. “Precisamos incentivar a pesquisa geológica no nosso país. Pouco se conhece do solo e subsolo brasileiro. Apenas cerca de 4% do nosso território é mapeado em uma escala adequada”, disse.


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