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Hugo Chávez estuda parar mineradoras

Notícias Gerais

06/01/2010


;Em meio a uma das piores crises energéticas já enfrentadas pela Venezuela, o governo do presidente Hugo Chávez admitiu que as indústrias estatais de alumínio e aço podem ser fechadas como parte do pacote de medidas que tem como objetivo economizar eletricidade. Há meses o país vem sofrendo com cortes de energia que enfureceram a população e ameaçam a popularidade do líder venezuelano.”Se tivermos de fechar as empresas básicas de Guayana porque a Represa de Guri está secando, então, teremos de fechá-las – ou o restante do país ficará sem eletricidade e isso não é possível”, afirmou o ministro de Energia Elétrica, Angel Rodríguez. “Se, pela situação de emergência, tivermos de fechar indústrias, ministérios e mudar o horário de trabalho em razão da economia, nós o faremos para evitar que a represa seque.”As mineradoras, localizadas na região de Guayana, consomem cerca de um quarto da energia vinda das hidrelétricas do país. Pelo menos 70% da potência total nacional é gerada nas represas de Guri, Caruachi e Macagua. As estatais pertencem à Corporação Venezuelana de Guayana (CVG) e já foram submetidas a restrições de energia que resultaram em uma redução de 52% de sua produção.
Recentemente, Chávez calculou que a produção diária de eletricidade era de 16.235 MW, enquanto a demanda chegava a 16.579 MW. O governo atribui a crise energética a uma prolongada seca no país, aliada ao aumento da demanda.
A oposição, porém, afirma que o problema é consequência da falta de planejamento e investimento no setor, que tem desde 2004 suas tarifas congeladas.
RESTRIÇÕES IMPOSTASO governo publicou no dia 1º um decreto que limita o horário de funcionamento de shoppings e bingos com o objetivo de racionar a energia.
Os estabelecimentos que se recusarem a cumprir as novas regras impostas serão multados e poderão sofrer outros tipos de sanções, como o fechamento de seus negócios por 24 horas.
As medidas anunciadas fazem parte do plano de Chávez – que chegou a pedir à população que restrinja seus banhos a “três minutos” – de cortar em 20% o consumo de energia nos próximos anos.

Agência Estado


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