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HIsmelt uma solução para a metalurgia do ferro?

Notícias Gerais

02/05/2013


A Rio; Tinto vem anunciando uma revolução na metalurgia do ferro: o HIsmelt. Trata-se; de um processo em teste na Austrália que promete revolucionar a metalurgia do; ferro; com a substituição dos fornos; tradicionais de ferro-gusa. No HIsmelt o minério de ferro fino (não precisa ser; pelotizado ou lump) é injetado dentro do forno onde é reduzido; instantaneamente na presença de carbono. A reação produzirá o ferro metálico; líquido e gás.
O ferro líquido fluirá continuamente, sem escória, ao contrário dos fornos tradicionais onde é preciso fazer uma corrida de ferro em intervalos de tempo.
Os subprodutos são a escória e o gás, que é limpo e pode ser usado na geração de energia.
Os principais benefícios do HIsmelt são:
1.;;;;;; Baixo custo operacional: não é preciso pelotizar, sinterizar ou usar; minério tipo lump. Não usa coque e pode usar carvão vegetal ou não; coqueificável. Permite o uso de minério fino de baixo teor ou sucata. Reduz; significativamente o fósforo e a sílica fazendo um ferro de alta qualidade.; Tempo de permanência menor.
2.;;;;;; Grande flexibilidade quanto a matéria prima. Trabalha com finos abaixo de 6mm. Não é necessário blendar. A relação ferro/carvão é maior: precisa menos carvão do que os processos tradicionais. Pode usar semi-antracitos, carvão vegetal, carvões de alto teor de cinzas e de voláteis.
3.;;;;;; Baixo CAPEX
4.;;;;;; Grande flexibilidade; operacional
5.;;;;;; Baixo impacto ambiental.
A; primeira planta comercial iniciou em 2005, sendo localizada na Austrália Oeste e; tinha uma capacidade de 100t/hora de ferro gusa ou de 800.000t de gusa ao ano. A planta operou até 2008 quando a crise obrigou o fechamento da operação.
Uma nova planta de HIsmelt estará entrando em operação na China em 2014 em uma joint Venture entre a Rio Tinto e a Shandong Steel.
O HIsmelt pode estar chegando para revolucionar a antiga indústria do ferro-gusa. As vantagens são inúmeras e o custo operacional do processo será bem menor do que o gusa tradicional tornando o produto bem mais competitivo.
Talvez seja a salvação dos guseiros brasileiros, que em sua maioria estão; praticamente quebrados, com custos operacionais altíssimos, mergulhados em; problemas ambientais e equipamentos obsoletos sem perspectivas enquanto a crise não for superada.

Site Geólogo


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