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Grupo Votorantim revê estrutura no negócio de cimento

Notícias Gerais

18/03/2011


Companhia projeta novas fábricas e aposta em produtos complementares como argamassa, cal e calcário para agricultura.
Se há falta de mão de obra na construção civil, a intenção da Votorantim Cimentos é ganhar mercado com a oferta de produtos que facilitem os processos produtivos e reduzam o tempo de obra.
Para isso, a companhia reorganiza sua divisão de produtos complementares – para apostar na ampliação das vendas de argamassa, e também de cal e calcário para a agricultura -, que será liderada agora por Marcelo Chamma, antes à frente da área de cimento.
A previsão é inaugurar em breve uma nova fábrica de argamassa em Limeira, a primeira de uma série de outras que virão para ampliar a capacidade produtiva nesse segmento. A planta de Limeira terá capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano.
A expectativa da Votorantim é de aumentar ao menos em 50% a quantidade de unidades fabris dedicadas à produção de argamassa. Hoje há 13 fábricas da empresa no Brasil para este fim.
“Vamos apostar com mais força nesse mercado que quase não é atendido no segmento básico (que corresponde ao reboco de construção) e ampliar nossos esforços em argamassa colante, cujos concorrentes adotam tecnologia de ponta e se apresentam em número cada vez maior no Brasil”, diz Marcelo Chamma.
O mercado de argamassas é dividido em dois segmentos: o básico, estimado em 40 milhões de toneladas anuais, e a argamassa colante usada em revestimentos, estimado em 3,5 milhões de toneladas, mas com valor de mercado 3,5 vezes superior.
A Votorantim é líder no segmento de básicos com a marca Matrix, com 70% do mercado, mas Chamma explica que a grande fatia a ser conquistada é a substituição do reboco feito na construção por esse produto.
A Votomassa tem 30% do mercado colante e está posicionada na vice-liderança.
Além de argamassa, os negócios complementares aos quais Chamma passa a se dedicar envolvem a fabricação de cal e de calcário para agricultura – este último também é um mercado liderado pela Votorantim no Brasil, com 70% de participação.
Cimento
Uma das dez maiores empresas globais de cimento, concreto e argamassas, a Votorantim trabalha para recuperar o fôlego depois de ter passado alguns meses se adequando à altíssima demanda brasileira, em um mercado que cresceu 14% no ano passado. Assim, em paralelo ao projeto de produtos complementares, continuam os investimentos em cimento, carro-chefe da companhia.
Com previsão de aumento de venda, em volume de 9% para este ano, a Votorantim tem registrado o dobro de vendas do produto a granel (usado na construção pesada), ante o ensacado.
A principal região com problema de fornecimento foi o Nordeste. Para suprir as encomendas, a companhia iniciou em maio do ano passado um processo contínuo de importação de cimento do Vietnã, que deverá ser interrompido com a inauguração, no mês que vem, de uma nova fábrica em Pernambuco.
Outras oito novas fábricas saem do papel em várias regiões do Brasil até 2013, quando se completa o plano de investimento de R$ 5 bilhões que teve início em 2007. Com isso, a companhia deve atingir a produção de 42 milhões de toneladas de cimento até 2013, ante 32 milhões que produzem agora.
“O objetivo é termos capacidade ociosa par conseguirmos atender bem a demanda mesmo em períodos de pico”, explica Fred Fernandes, o novo responsável pela área de Cimento na Votorantim.

Brasil Econômico


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