Grupo defende novo sistema de preços
02/06/2010
Em Xangai, o presidente da Vale, Roger Agnelli, defendeu a mudança na definição de preços adotada pela mineradora este ano e disse que a nova sistemática reflete melhor as condições de oferta e demanda do mercado. A companhia abandonou os contratos anuais com os clientes e passou a definir os preços trimestralmente, com base na cotação média dos três meses anteriores.
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No segundo trimestre deste ano, a alta foi de 100% e, no terceiro, ficará em em torno de 35%, segundo informou o Estado no domingo. Agnelli, porém, não confirmou nem desmentiu o índice. “Existe uma fórmula e nós vamos segui-la.”
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José Carlos Martins, diretor executivo de minerais ferrosos da Vale, disse que a nova metodologia é transparente, porque é baseada em cotações do mercado publicadas diariamente, e flexível, já que pode levar os preços para cima ou para baixo. Além disso, a mudança evita a confrontação entre vendedores e compradores que ocorria todos os anos na sistemática anterior.
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Com a mudança, a Vale espera que a cotação do minério de ferro seja definida da mesma maneira que a do petróleo ou da soja. Nesses mercados, “ninguém culpa ninguém” quando o preço sobe ou desce, disse Martins. “O sistema de preços sempre foi um ponto de confrontação e disputa .Agora, se quiser comprar, compra, se não quiser comprar, não compra”, ressaltou o diretor.
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Crescimento. Maior exportadora do Brasil, a mineradora Vale aposta na manutenção do crescimento da China nos próximos anos para sustentar sua própria expansão. “A China tem uma tendência e a tendência é continuar crescendo”, afirmou Agnelli. O executivo disse não estar preocupado com a possível desaceleração do país asiático em consequência das medidas de contenção do setor imobiliário anunciadas em abril pelo governo.
Estadão