Grupo de jornalistas conhece projetos de mineração no Pará
08/10/2010
Grupo de jornalistas do projeto E.torQ visitou esta semana o projeto Carajás, da Vale, o extinto garimpo e a mina “Nova Serra Pelada”, como parte da programação do E.torQ.
A equipe do projeto é formada por quatro correspondentes internacionais e um especialista no setor off-road:
Roberto Cattani, correspondente da ANSA no Brasil, presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros e coordenador do projetoKatia Bortoluzzi, educadora e sociólogaThomas Milz, correspondente da rádio ARD alemã no BrasilAlexandre Rocha, editor da Brazil-Arab News AgencyRicardo Panessa, jornalista do setor automotivo e especialista fora-de-estrada
Assista a um vídeo com cenas inéditas do interior do túnel da mina Nova Serra Pelada. A filmagem foi feita durante a visita dos jornalistas.
Leia alguns dos relatos que estão no site http://www.etorq.com.br atualizado pela equipe:
“Entramos de fato na Amazônia. Tinha até um portal anunciando a coisa: na entrada de Conceição do Araguaia, logo depois de cruzar a ponte do Rio Araguaia, há uma placa anunciando que estamos entrando na Amazônia. Chegamos na área da nossa Jornada. Foi um dia de muito caminho, rodando muito para recuperar o atraso na nossa programação: e conseguimos! Agora estamos bem em dia com o que tínhamos programado, e isso me dá muito mais tranqüilidade, sem a pressão da sensação de atraso.”
“Os últimos cem quilômetros para chegar a Carajás (Pará) foram os piores até agora. A estrada é asfaltada, mas a cada dois ou três quilômetros há um trecho de 100 ou 200 metros de terra, com um forte degrau entre um e o outro, que nós obriga a brecar muito. Ainda bem que são carros Adventure, com suspensões altas, que agüentam o tranco e os pulos! Em Eldorado dos Carajás, pegamos a estrada que vai até a mina da Vale, passando por Curionópolis (o Curió que fundou a cidade era o xerifão da Serra pelada na época ?selvagem? dos milhares de garimpeiros naquela cratera imortalizada pelas fotos de Sebastião Salgado) e Parauapebas.”
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A operação de Carajás impressionou os jornalistas
“Parauapebas é nosso pouso logístico para os próximos três dias, no mínimo. Com cerca de 150 mil habitantes, é considerada a ´capital do minério` e a cidade que mais cresce no Pará. Também, pudera. Parauapebas é a última cidade da rodovia PA-275, que termina logo adiante no Nucleo Carajás, vizinha portanto da maior mina a céu aberto do mundo ?da qual depende diretamente?, às portas de autêntica floresta amazônica nativa.”
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A Visita a Carajás na visão do grupo do projeto E.torQ
“Carajás, a maior mina de ferro do mundo, é um espetáculo inesquecível. Tudo ali é imenso. A mina foi descoberta em 1967 por Breno Silveira, um geólogo que ali pousou por acaso de helicóptero e notou o chão formado de ?canga? (chamada também de ?savana metalófila? ou ?campo rupestre?), um aglomerado ferroso que revela um filão de ferro no subsolo. Desde então Carajás tem produzido um bilhão e meio de toneladas de ferro: da mina saem todo dia dez trens carregados com 33 mil toneladas de minério. Até os trens são os maiores do mundo: 4 quilômetros de comboio, com quatro locomotivas puxando 330 vagões cada um com 100 toneladas de ferro!
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Dentro da mina circulam caminhões gigantescos (da Caterpillar e da Komatsu), com capacidade cada um de 200 e 240 toneladas de ferro, altos nove metros, com pneus altos 3,20 metros. O teto da Dobló não chegava nem na altura do eixo do ?fora-de estrada?, como são chamados aqui. A maior surpresa é que são operados freqüentemente por mulheres: pudemos conversar com Ádila de Oliveira Santos, uma linda moça de origem nordestina, toda arrumadinha no macacão laranja e extremamente orgulhosa do seu trabalho e do seu caminhão.
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O grupo de jornalistas foi o primeiro a adentrar o túnel da mina de Nova Serra Pelada
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Deu até para sentir a dificuldade que ela enfrenta: no centro de treinamento da Vale, há um simulador que reproduz exatamente as condições de estar na cabine e no volante de um daqueles bichos imensos. A simulação (como nos simuladores de vôo) é perfeita, a cabine inclina e sacode com os obstáculos, e quando começa a chuva (simulada) dá para sentir o imenso caminhão escorregando na pista de terra lisa da mina. O Alexandre, empolgado, chegou até a simular uma batida, como se fosse um videogame, sob os olhos severos do instrutor, que não gostou da brincadeira.
O centro de controle informatizado da mina é também impressionante: cada um dos 105 ?fora-de-estrada? é monitorizado a cada passo, assim como as escavadeiras e as pás mecânicas que extraem o minério, nas telas tudo é acompanhado, planificado e vigiado em tempo real, sensores acompanham cada quilo do metal, do paredão de terra roxa de onde é extraído até as correias que o levam até as britadeiras que o moem, até o trem que o levará até a China.Aliás, para exportar o minério de Carajás, a Vale está construindo num estaleiro na China aqueles que serão os maiores navios de carga do mundo, com capacidade de 400 mil toneladas de pelotas de ferro: a produção de um dia da mina!”
Colossus