Governo reduz em 300 anos de exploração de mina de minério em MT
24/03/2011
Durante todo o 1º Fórum de Mobilização Social sobre o Potencial Mineral da Serra do Caeté, realizado;em Mirassol D?Oeste, havia uma certa tensão no ar: todos queriam ouvir a confirmação de que o anuncio do governador Silval Barbosa, no ano passado, sobre a descoberta de ferro e fosfato na região não era precipitação. Coube ao secretário Pedro Nadaf, de Indústria, Comércio e Mineração, dar as garantias.
?Os minérios anunciados existem na região e estão lá. O trabalho envolveu diversos técnicos, foram recolhidas mais de 200 amostras, toda a região da Serra do Caeté foi cartografada e a fase atual é de análise? – disse o secretário. A área é de 70 quilômetros quadrados e em todo esse espaço foram feitas perfurações com profundidade média de 70 centímetros, mas que mostraram ? de acordo com o estudo ? a incidência do fosfato e de ferro na região.
Nadaf, porém, fez um; anúncio ?mais modesto? sobre a reserva de fosfato, se comparado ao previsto anteriormente pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais. ?O Governo fez sua parte, junto com o Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, encontrando os minérios. Temos hoje o equivalente a 400 anos de consumos do produto que Mato Grosso mais precisa?. Para o CPMR, o volume do mineral encontrado equivale a 700 anos de consumo por Mato Grosso.
A descoberta está sendo considerada atípica no mundo. Com ela, o estado vai ganhar em royalties, empregos e movimentação financeira. A evolução de Mato Grosso se tornou inquestionável para os principais estados que detêm autonomia nesse setor quando passou da 11ª para a 4ª posição em número de requerimentos para a realização de prospecções em seu subsolo.
A partir de agora, a empresa mineradora GM4 ? empresa do Grupo Opportunity ? tem dois anos para fazer os estudos de viabilidade da área mineralizada. Atualmente, ela possui autorização para explorar mais de um milhão de hectares do subsolo de Mato Grosso, inicialmente requeridos para a exploração de cobre. Segundo Nadaf, ela vai investir nesta primeira fase pelo menos R$ 5 milhões em perfurações que deverão confirmar a qualidade do produto.
A partir daí, a empresa vai apresentar o índice de viabilidade da exploração. Ela deverá ter tecnologia suficiente para a extração purificada dos minérios. O governador Silval Barbosa já tem programada visita para conhecer a região e a área em estudo até o meio do ano.
Com os resultados do Fórum , o deputado Ezequiel Fonseca (PR) pediu oficialmente à Assembleia Legislativa a criação de uma Câmara Setorial Temática. A missão será estudar, discutir e sugerir ações sobre o depósito mineral da Serra do Caeté. A Câmara foi criada pelo Ato nº 07/2011, da Assembleia, e será presidida pelo ex-deputado José Lacerda.
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