Governo quer parceria para usinas nucleares
11/07/2008
RIO DE JANEIRO – O governo quer criar parcerias com a iniciativa privada para tirar do papel quatro das usinas nucleares previstas no Plano Nacional de Energia, que inclui metas para a expansão da oferta até 2030 (PNE-2030). A informação foi dada ontem pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que participou de visita técnica ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Rio de Janeiro.De acordo com Lobão, a participação de grupos privados na construção das usinas se daria por meio de leilões. Ele destacou, no entanto, que a Eletronuclear seria majoritária nos negócios. “Temos feito isso com as hidroelétricas, com as térmicas e com a biomassa. Por que não fazer o mesmo com a energia nuclear?”, questiona.O ministro ressaltou que a Usina de Angra 3 não fará parte deste modelo. “Esta ficará totalmente a cargo da Eletronuclear”, acrescenta.Segundo Lobão, a renegociação dos contratos de prestação de serviços de Angra 3, assinados na década de 80, não atrasarão o início das obras da usina. “As obras civis estão assinadas com a Andrade Gutierrez. O Tribunal de Contas da União disse que o contrato é válido. Agora, vamos prosseguir fazendo uma avaliação de preços. Nos demais casos, se for necessário, vamos fazer licitações”, detalhou o ministro.Lobão voltou a afirmar que o Ibama deve emitir, ainda este mês, a licença ambiental de instalação da Usina de Angra 3, o que permitirá, segundo destacou, que as obras comecem no início de setembro.Em relação à quebra do monopólio do urânio, Lobão afirmou que o governo não deve colocar o assunto em discussão este ano. O primeiro objetivo do ministério, diz ele, é criar condições para que o minério seja enriquecido no País. Hoje o produto é enviado ao exterior para passar pelo processo.Seguindo o modelo de leilões para hidroelétricas e térmicas, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu parcerias com a iniciativa privada para construir usinas nucleares.
DCI